Trubin - Foto: IMAGO

Trubin: «Não há nenhum jovem que não queira jogar na Premier League»

Guarda-redes ucraniano explica o que aprendeu com José Mourinho, recorda golo marcado ao Real Madrid e frisa que «não perder é diferente de ganhar»

Anatoliy Trubin fez uma retrospetiva da temporada de águia ao peito em entrevista à Sky Sports. O guarda-redes do Benfica relativizou a invencibilidade encarnada na Liga: «Não perder e ganhar são duas coisas diferentes. Não perder não é suficiente para um clube gigante como o Benfica. Os nossos adeptos não aceitam outro resultado que não o triunfo e o primeiro lugar.»

O internacional ucraniano apontou mesmo a uma resposta diferente na próxima temporada: «Temos de ser muito melhores.» Trubin, ainda assim, saudou a oportunidade de trabalhar com José Mourinho esta época.

O guardião considerou-se «sortudo» por poder ter trabalhado com «um dos melhores treinadores da história». Mourinho «não fala muito», mas, de acordo com Trubin, «sabe exatamente o que tem de dizer a cada jogador» com «poucas frases».

O internacional ucraniano partilhou os conselhos de José Mourinho: «Disse que tinha de comunicar mais, exigir mais da equipa. Disse-me que vejo muito, mas que sou uma pessoa que guarda as coisas. Ele quer que eu organize melhor a defesa. Concordo com ele.» Trubin realçou, ainda assim, a melhoria no controlo emocional ao longo de cada partida: «Quando cometo um erro não desisto. Consigo manter a cabeça fria. É um dos elementos mais importantes para ser um bom guarda-redes.»

«Podes ser um herói e depois a pior pessoa do mundo num só jogo. Tens de te focar na próxima ação», frisou. Trubin vestiu a capa a 28 de janeiro, diante do Real Madrid, e marcou o golo que apurou as águias para a fase a eliminar da Champions, aos 90+8'.

Trubin, o herói da Luz frente ao Real Madrid - foto: IMAGO
Trubin, o herói da Luz frente ao Real Madrid - foto: IMAGO

O guardião ucraniano admite que o momento inacreditável mudou-lhe a vida e valeu-lhe «comentários engraçados de adeptos do Barcelona». A reação dos entes mais próximos também surpreendeu... incluindo da própria mãe: «Ela achava que estava louca. Foi muito engraçado. Quando me encontram perguntam quando é que vou marcar outra vez.»

Thibaut Courtois também mereceu rasgados elogios do guardião ucraniano: «Deu-me os parabéns logo a seguir à partida. Foi um grande momento para mim. Mesmo depois de a equipa dele ter perdido, teve a força para fazer aquilo». Trubin estabeleceu pontos de comparação com o guardião belga e com Joan García, guarda-redes do Barcelona, mas puxou dos galões: «Sou o Anatoliy Trubin, tenho o meu próprio estilo».

Elogios ao «louco» De Zerbi e piscar de olho à Premier League

Trubin recordou ainda a temporada em que foi treinado por Shakhtar Donetsk (2021/22). O guardião ucraniano não poupou elogios (e não só ao técnico italiano: «Posso dizer uma palavra sobre ele: louco. Ele abriu-me os olhos para uma nova forma de jogar futebol. Ele queria que toda a gente soubesse o seu papel. Eu e amigos do Shakhtar perguntávamo-nos como é que conseguíamos jogar futebol antes dele.»

De Zerbi no Shakhtar - Foto: IMAGO

O guardião de 24 anos não fechou a porta a um eventual reencontro: «Ele ainda me conseguia ensinar muito. Não há nenhum jogador no Mundo que não queira jogar na Premier League, mas tenho de continuar a trabalhar no duro.» Por agora, Trubin sente-se feliz em Lisboa com «dez meses de sol».

A Ucrânia, ainda assim, permanece no pensamento: «Queremos muito voltar a jogar os nossos jogos na Ucrânia. Vai ser fantástico. Tenho o sonho de jogar na Donbass Arena. Seria especial.»

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