Trincão o mais consistente, Nel reclamou outra atenção (as notas do Sporting)
5 - RUI SILVA - Noite ingrata. Sem muito trabalho, sofreu dois golos sem hipótese de defesa (podiam ter sido três, não fora uma reversão do VAR). Aos 37 minutos teve a intervenção mais arriscada, ao ceder canto depois de ser o único a aperceber-se (e a reagir) de que nos lançamentos laterais não há fora-de-jogo.
4 - VAGIANNIDIS — Um jogo que não deverá deixar-lhe boas memórias e que não deve ter contribuído para colocar em causa a titularidade de Fresneda. O lateral grego revelou dificuldades defensivas nos lances de um-contra-um sempre que os adversários metiam velocidade e não deu a Catamo o apoio que este justificava no trabalho ofensivo.
6 - EDUARDO QUARESMA — A rapidez é a sua maior arma e com esse atributo cria condições para que a defesa do Sporting possa atuar mais avançada no terreno. Sem conseguir destruir a primeira fase da jogada do 0-1, Quaresma protagonizou um despique animado com Luís Fernando e fez o passe para o 4-2 final de Rafael Nel.
5 - DEBAST — Sem estar na melhor condição física, o defesa belga oscilou entre alguns arrepios (uma perda, aos 50 minutos, para Gabriel Silva), as habituais tentativas de meia distância, e alguns cortes com qualidade (aos 90+1 sobre Brenner). Mas percebe-se que está à procura da melhor forma. O VAR livrou-o de uma grande penalidade por falta anterior, já na fase final do encontro.
4 - RICARDO MANGAS — Jogou uma hora e não convenceu a plateia de Alvalade, que reconhece a diferença de intensidade entre o lateral natural de Olhão e Maxi Araujo, oriundo de Montevideu. Muitas dificuldades para travar a velocidade de Torrão ou Gabriel Silva, e uma iniciativa atacante demasiado previsível.
6 - MORITA — Exibição marcada pela hesitação que deu espaço a Klismahn para o 0-1. Depois esteve perto de marcar, aos 24 minutos, de cabeça, mas Gabriel Batista não deixou(defesa da noite!), teve ainda um bom remate aos 41 minutos e assistiu Trincão para o 3-1. Saiu aos 68 minutos numa lógica de aforro.
7 - DANIEL BRAGANÇA — Certo, personalizado, a dizer a Rui Borges que pode ser opção inicial no jogo com o Arsenal, Daniel Bragança foi o pivot do lance do 2-1, que iniciou, levou por diante com um par de tabelas de belíssimo efeito, e concluiu de forma cirúrgica. O facto de ter saído aos 60 minutos prenuncia que terá papel de relevo frente aos ‘gunners’.
6 - GENY CATAMO — num jogo em que o Sporting começou apático, o internacional moçambicano foi o primeiro a reagir, com algumas iniciativas de um-contra-um que causaram dano ao adversário. Sofreu (20) o penálti cometido por Romão e ainda incomodou os insulares com algumas meias-distância com o seu excelente pé esquerdo.
5 - PEDRO GONÇALVES — Marcou, dos onze metros, o golo do empate, teve algumas jogadas com assinatura de autor que causaram ‘frisson’, mas faltou-lhe intensidade e continuidade. Saiu ao intervalo, com Rui Borges a pensar no que aí vem, o que leva a concluir que provavelmente Roberto Martinez acabou por protegê-lo nos Estados Unidos.
7 - RAFAEL NEL — Sem Suárez nem Ioannidis, houve Rafael Nel para manter espevitado o ataque do leão, quer pela forma como se deu ao jogo, sem oferecer tréguas à defesa açoriana, quer pela assistência no golo do 2-1, quer na finalização cirúrgica, ao cair do pano, do 4-2. Aproveitou a oportunidade para se afirmar perante Alvalade.
5 - MAXI ARAÚJO — Entrou para médio esquerdo, à frente de Mangas, mas cedo recuou para lateral. Generoso como sempre, sentiu problemas com a velocidade dos alas do Santa Clara, como tinha acontecido com Ricardo Mangas.
4 - JOÃO SIMÕES — Somou minutos, foi eficaz defensivamente, mas não esteve em noite de rasgo. Foi mais tarefa de contenção.
4 - HJULMAND — Não estava nas melhores condições, mas ainda foi colocar ordem na casa, na reta final da partida. Ainda teve tempo para se envolver numa picardia que lhe valeu um cartão amarelo.
3 - FAYE — Não fez a diferença. Aos 90+5 protagonizou um incrível falhanço, num daqueles lances que são conhecidos, na gíria, por «penálti em andamento.»
- FLÁVIO GONÇALVES — A rever. Frente ao Santa Clara, sem tempo.