Bernardo Silva voltou a ser titular no miolo do Real Madrid - Foto: IMAGO

Três golos sem resposta dão a sexta vitória seguida ao Real Madrid (crónica)

Primeira parte unilateral permitiu construir o resultado para os comandados de José Mourinho, que bateram o Racing por 3-0. Anfitriões cresceram na segunda parte, mas não ameaçaram o triunfo

O Real Madrid alcançou este domingo a sexta vitória consecutiva em todas as competições. A equipa de José Mourinho, com Bernardo Silva no onze inicial, derrotou o Racing Santander, que contou com André Almeida na segunda parte, por 3-0, na 11.ª jornada da LaLiga.

Os primeiros 45 minutos foram praticamente unilaterais e os primeiros 11', até ao 1-0 dos merengues, foram avassaladores. A equipa, que nos últimos jogos parece revigorada e finalmente oleada no ataque, utilizou todas as armas que teve ao seu dispor para encostar os visitados atrás. Pela esquerda ou pela direita a equipa ia chegando à baliza adversária e, depois de Arda Guler rematar ao lado e Bellingham cabecear para grande intervenção de Agirrezabala, Mbappé caiu na área em duelo com Mantilla e conquistou penálti, num lance que gerou contestação pela leveza do toque do defesa. Chamado a converter, o francês não desperdiçou a oportunidade de abrir a contagem.

Logo a seguir surgiu a única ocasião de real perigo do Racing, num remate de Luque que Courtois defendeu. De resto, foi uma demonstração de maturidade dos madrilenos, que não tiraram o pé do acelerador, sem nunca perderem o equilíbrio defensivo, que ia permitindo 'silenciar' todo e qualquer atrevimento oponente. Fazendo da velocidade uma arma, Bellingham aproveitou a defesa subida, tirou o guarda-redes da frente, aguentou a pressão e fez, aos 22', o 2-0.

Guler tentou uma e outra vez fazer o golo, tal como Mbappé, num primeiro tempo em que o Real somou ocasiões atrás de ocasiões. Na sequência de uma bola parada brilhou Diomande, que, com um potente remate de fora de área apontou o 3-0, fechando assim a contagem de um primeiro tempo de um só sentido, que certamente terá deixado Mourinho muito satisfeito.

Reação foi de destacar, mas insuficiente

Por outro lado, o special one não escondeu o desagrado com a forma como a equipa entrou para o segundo tempo. E se a primeira parte do Racing foi parca em ímpeto ofensivo, o segundo tempo, sobretudo no início, foi de grandes melhorias para os anfitriões, que se aproximaram uma e outra vez da baliza oponente e não permitiram sequer que o Real explorasse o contra-ataque.

Foi isso suficiente para colocar em causa o triunfo madrileno? A reação foi de louvar, sobretudo com uma desvantagem tão larga no final dos primeiros 45', mas o que é certo é que, durante toda a etapa complementar, o Racing não obrigou Courtois a defender um único remate. Podia ter visado a baliza no momento de maior polémica do jogo: aos 73', Tchouaméni tocou a bola com o braço e o árbitro assinalou penálti, mas, após rever as imagens, concluiu que se tratou de um ressalto, após toque de Sainz-Máza, e reverteu a decisão.

Pertenceram ao Real Madrid as melhores ocasiões do segundo tempo. Mbappé ainda acertou no poste e, mesmo a acabar, Bellingham marcou, mas em fora de jogo. O 3-0 não mexeu mais e confirmou uma vitória justíssima para a equipa da capital.

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