José Mourinho atira: «Há muita gente que não conhece as regras...»
O Real Madrid venceu este domingo em casa do Racing Santander por 3-0, na 11.ª jornada da LaLiga, e conquistou a sexta vitória consecutiva em todas as competições. Após a partida, José Mourinho, treinador dos madrilenos, fez a análise à partida e deixou críticas à agenda dos merengues e às reclamações do adversário em relação à arbitragem.
«O estádio tem muita energia, o Racing é uma equipa muito lutadora, mesmo a perder por 0-3. O perigo estava lá. Podíamos ter vencido por quatro ou cinco golos, mas as coisas podem complicar-se. Se marcassem um golo, animavam-se. Nunca achei que o jogo estava fechado», começou por analisar o português, que elogiou a evolução da equipa. «Todos os jogadores estão muito comprometidos. A equipa está a evoluir e a jogar bem. Devíamos marcar mais golos, tendo em conta as oportunidades que criamos. Estou muito feliz com esta prestação. São três pontos muito importantes», disse o português, que ressalvou que «menos de quatro meses é muito pouco» para a equipa já ter uma visão 100% definida.
Um dos momentos de maior contestação do jogo foi quando, aos 75', um penálti assinalado sobre Tchouaméni, médio do Real Madrid, foi revertido, após o árbitro rever as imagens e considerar que não houve falta do francês, uma vez que a bola desvia antes no adversário. «Protestam contra tudo. É um estádio de que gosto muito, adeptos de que gosto muito. Têm essa personalidade. Não vêm só para ver, vêm para participar, para jogar e criam uma atmosfera para o adversário», começou por dizer Mourinho. «Mas há muita gente que não conhece as regras. E é verdade que mudam até os mínimos detalhes, mas as pessoas sabem que nunca é penálti do Tchouaméni no ressalto. Quando o árbitro marcou penálti, fiquei tranquilo. É óbvio para mim que não era penálti», acrescentou o técnico.
Mourinho explicou ainda a razão pela qual não usou todas as substituições e voltou a criticar o apertado calendário do Real Madrid, que fez o segundo de quatro jogos fora no espaço de 10 dias. «Alguns dos que jogaram hoje não vão jogar na quarta-feira [em casa do AEK, na UEFA Champions League]. Tirar jogadores que estarão no banco na quarta-feira não me fazia muito sentido. Foi o presente que nos deram com o calendário... o futebol espanhol devia querer que, nas competições europeias, as suas equipas ganhassem, ganhassem e ganhassem», disse.