Treinadores portugueses na ribalta!
Este verão promete boas notícias para os treinadores portugueses no que diz respeito à sua presença e permanência nas ligas do Top 5 europeu. Para já, os sinais são encorajadores e, mais do que premiar os próprios treinadores, representam uma enorme campanha de marketing e credibilidade para o futebol português na Europa. No Brasil e no Médio Oriente, essa valorização do treinador português continua bem viva.
À data de hoje, teremos dois treinadores portugueses na LaLiga, e não podemos ignorar o facto de um deles liderar um dos clubes mais mediáticos do planeta. Teremos também um treinador em Itália num dos principais candidatos ao título, dois treinadores na Ligue 1, mantemos a nossa aversão à Bundesliga e teremos um treinador na Premier League.
É verdade que manteremos o mesmo número relativamente à época passada, com seis treinadores portugueses nas ligas Top 5. No entanto, a qualidade do posicionamento é hoje muito diferente. Ter dois treinadores portugueses em clubes com ambições reais de conquistar campeonatos e competir pelos maiores troféus europeus volta a colocar o treinador português nos maiores holofotes do futebol mundial.
Juntando a isto os vários treinadores portugueses que continuam a destacar-se no Brasileirão, nos campeonatos do Médio Oriente, os três no Championship e em diversos contextos africanos, Portugal volta a posicionar-se na linha da frente de uma das exportações mais valiosas do seu futebol: conhecimento e talento.
Acresce ainda a mais do que provável entrada de um treinador português para a Seleção Nacional de Portugal. Independentemente da avaliação que cada um faça sobre quem sai ou quem poderá entrar, a verdade é que essa decisão permitirá ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol construir uma narrativa assente na valorização da competência do treinador nacional para liderar o principal ativo do futebol português.
Num país com pouco mais de 10 milhões de habitantes, conseguir produzir de forma consistente treinadores, dirigentes e atletas numa indústria tão global e competitiva não deveria ser encarado como algo normal. Deveria ser visto como uma das maiores vantagens competitivas do futebol e desporto português. Conseguimos produzir talento de quem lidera, organiza e joga.