Treinador fica nos Celtics e Neemias é peça-chave no orçamento, mas sem contrato milionário
Após os Celtics terem sido prematuramente eliminados do play-off na ronda inaugural pelos 76’ers (4-3) quando se pensava que, pelo menos, teriam capacidade para chegarem à final de Conferência, começa-se a planear mais ao pormenor a temporada de 2026/27.
Tendo surpreendido tudo e todos na fase regular, na qual terminaram como a segunda melhor equipa de Este (56 v-26 d), agora, em Boston ainda se apontam muitos dedos pela forma como caíram no play-off depois de estarem a liderara a série por 3-1, mas é tendo de pensar no futuro e nele parece que Neemias Queta é para continuar.
Segundo Adam Himmelsbach do diário Boston Globe, o poste português faz parte do planos da equipa que irá continuar a ser orientada por Joe Mazzulla, mas ainda não é desta que Neemy verá a situação financeira verdadeiramente melhorada, com um contrato que o leve a ganhar as dezenas de milhões de dólares.
Conforme escreveu Himmelsbach, os Celtics deverão activar a clausula que têm no contrato com internacional luso para estender o vinculo assinado em 2023/24, que termina em junho, até 2026/27 e com isso contarem com o seu principal poste e quatro mais votado para o Prémio do Jogador que mais evoluiu por apenas 2,668 milhões de dólares (2,278 milhões de euros).
Pouco mais do que o que Neemias auferiu esta época, 2,350 milhões de dólares (2,007 milhões de euros), a sua terceira em Boston, onde chegou em 2023/24 com contrato de duas-vias (permite jogar na G League) e que passou a standard ante do fim da regular season para que pudesse estar disponível no play-off, onde acabou por ser campeão.
Sem apresentarem um novo contrato a Neemias, os Celtics terão maiores facilidades em não elevar o montante salarial da equipa, de forma a evitar taxas de luxo elevadas, o que já fizeram no passado defeso e durante a fase inicial.
Mas, neste momento, a situação financeira do clube é mais estável do que na época passada. Ao contrário do ano anterior, em que o presidente para o basquetebol Brad Stevens, o homem que contratou Neemias depois deste ter sido dispensado dos Kings, foi forçado a reestruturar o plantel para cumprir as regras do teto salarial. Estando agora abaixo dos limites salariais e da taxa de luxo, os Celtics terão acesso a opções importantes, como a exceção de nível médio para não pagadores de taxas de 15 milhões (12,8 milhões) e a exceção bianual de 5,5 milhões (4,70 milhões). Factores que os irão beneficiar na aquisição de reforços em casos de sign-and-trade (renovar e troca), receber mais dinheiro do que têm de pagar e outras ferramentas existentes nas normas da NBA.
As estrelas Jayson Tatum, com um salário de 58,5 milhões (49,96 milhões) e Jaylen Brown, 57,1 milhões (48,76 milhões), será elegível para uma extensão de contrato no outono ainda que o atual vínculo apenas termine em 2028/29, continuarão a ser os mais bem pagos do plantel, onde salvo o poste Nikola Vucevic, todos os principais elementos têm contratos, pelo menos, até 2027/28.
E salvo Derrick White, com 30,35 milhões (25,9 milhões) ninguém auferirá mais do que 11 milhões (9,39 milhões). Note-se que este ano Vucevic, que veio dos Bulls em fevereiro, ganhava 21,48 milhões (18,34 milhões). Quantia que o jornalista não acredita que os Celtics esteja dispostos a dar para o manterem, caso isso sequer esteja nos planos de Brad Stevens e Joe Mazzulla.
Este último, apesar da polémica eliminação ante os Sixers, da opção de ter apostado num cinco quase de suplente para o Jogo 7, que nunca havia jogado junto em todo o campeonato, e de não ter um plano B para quando os triplos não entram, deverá manter-se com treinador pela quinta época seguida.
Mas agora com o novo proprietário principal Bill Chisholm a viver a ter a sua estreia num defeso não é certo que tudo possa minimamente ficar como está, pois até existe quem, além de Mazzulla, Brown também deveria ser trocado. E há quem sonhe com Giannis Antetokounmpo (Bucks) no TD Garden.
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