Mads Pedersen (Lidl-Trek), vencedor da 4.ª etapa da Volta a França 2026

Tour: Mads Pedersen vence na fuga e Pogacar entrega amarela... por muito

Dinamarquês não teve dificuldade para impor a velocidade no grupo de fugitivos que cortou a meta da 4.ª etapa com 13 minutos de vantagem sobre um repousado pelotão. Norueguês Torstein Traeen, um dos integrantes da aventura do dia, é o novo camisola amarela

O dinamarquês Mads Pedersen venceu a quarta etapa da Volta a França e, como se previa, foi um dos integrantes de um extenso grupo em fuga que beneficiou de consentimento do pelotão que cortou a meta 13 minutos depois da dezena de corredores que disputou o triunfo em Foix.

Devido ao atraso, Tadej Pogacar entregou a camisola amarela ao norueguês Torstein Traeen, da equipa Uno-X, que passa a liderar o Tour em igualdade de tempo com o norte-americano Sean Quinn, da EF-Education EasyPost, dois dos fugitivos do dia, e com uma vantagem de quase oito minutos para o esloveno e Jonas Vingegaard, os primeiros, igualmente empatados ao cronómetro, do grupo de candidatos ao topo da classificação geral.

A Lidl-Trek foi a grande protagonista, com uma performance coletiva exímia que culminou num triunfo fácil do sprinter da equipa, Mads Pedersen. Mas se o nórdico falhasse, a vitória não fugiria ao conjunto norte-americano, que colocou o campeão dos Estados Unidos, Quinn Simmons, na segunda posição.

Torstrein Traeen e Sean Quinn terminaram a etapa na sétima e oitava posições, respetivamente, com o mesmo tempo do vencedor, ascendendo primeiros dois lugares da geral, enquanto o checo Matthias Vacek (Lidl-Trek), outros os aventureiros da jornada, é o novo terceiro classificado, a 3.50 minutos do duo.         

Desde o início que se percebeu que a vitória estaria na fuga. Sem que a UAE Emirates-XRG ou a Visma-Lease a Bike mostrassem intenção de controlar a corrida, a Lidl-Trek aproveitou para colocar os homens fortes na frente, em vez de trabalhar para um sprint massivo. Após cerca de meia hora, um grupo com mais de 30 ciclistas consolidou-se na dianteira.

Nesse grupo seguiam nomes de peso, incluindo o trio da Lidl-Trek composto por Mathias Vacek, Quinn Simmons e o próprio Mads Pedersen. Juntaram-se-lhes figuras como Romain Grégoire, Michael Matthews, Jasper Stuyven, Kévin Vauquelin e até sprinters como Jasper Philipsen e Biniam Girmay. Crucialmente, também Torstein Traeen e Sean Quinn, candidatos secundários à geral, estavam presentes e de olho na camisola amarela.

No pelotão, o ritmo abrandou, com a UAE a permitir que a diferença crescesse para vários minutos, abdicando assim das responsabilidades mediáticas associadas à liderança de Pogacar. Na frente, a corrida animou com um ataque de Jan Tratnik a 83 quilómetros da meta, prontamente seguido por Vacek, que não colaborou para proteger a estratégia da sua equipa.

A seleção decisiva aconteceu na subida ao Col de Montségur (6,9 km a 6,1%). A EF Education-EasyPost impôs um ritmo forte para Quinn, reduzindo o grupo da frente a cerca de uma dezena de ciclistas. Apesar de ter sido momentaneamente descolado, Pedersen demonstrou grande resiliência e, com a ajuda crucial de Vacek e Simmons, conseguiu reentrar e passar o topo da contagem de montanha a pouco mais de 30 quilómetros do fim.

O grupo final de dez ciclistas incluía o trio da Lidl-Trek, os pretendentes à amarela Quinn e Traeen, Kévin Vauquelin, Ramses Debruyne, Marco Frigo e a dupla da Movistar, Pablo Castrillo e Raúl García Pierna.

A fase final foi pautada por inúmeros ataques, mas a muralha formada por Vacek e Simmons revelou-se intransponível. Kévin Vauquelin ainda tentou surpreender com um sprint antecipado na última curva, mas a ponta de velocidade de Mads Pedersen foi simplesmente imbatível.

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