O Tour 2028 arranca na terra das vinhas do champanhe, em França. IMAGO
O Tour 2028 arranca na terra das vinhas do champanhe, em França. IMAGO

Tour de 2028 arranca na cidade sagrada do champanhe

A 115.ª edição do Tour de France terá início em 24 de junho de 2028, em Reims, cidade onde os reis da França eram coroados, e a data tem em conta a realização dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, entre 14 e 30 de julho

A cidade de Reims foi oficialmente escolhida para acolher o Grand Départ do Tour de France de 2028. A Volta a França passará três dias na região de Champagne-Ardenne, com um percurso inspirado na etapa de Epernay de 2019, que culminou com a vitória de Julian Alaphilippe.

A escolha de uma cidade francesa para o arranque da prova em 2028 era expectável, dado que as edições mais recentes e as futuras têm início no estrangeiro. Este ano, o Tour parte de Barcelona e, no próximo, de Edimburgo. Para 2029, a Alemanha é uma forte possibilidade, com a comemoração dos 40 anos da queda do Muro de Berlim a agradar à organização. Já em 2030, a decisão poderá ser entre a Eslovénia e o Luxemburgo.

Christian Prudhomme, diretor do Tour, defendeu a necessidade de equilibrar os arranques internacionais com os nacionais. «Assumo perfeitamente todos os arranques do estrangeiro, mas também tem de haver de França», afirmou.

Reims superou a candidatura do Luxemburgo, com o fator nacional a pesar na decisão. «O Tour partiu de lá em 1956 e é também uma cidade que acolheu dois Campeonatos do Mundo», recordou Prudhomme, acrescentando: «Sem contar que é a cidade natal de Pauline Ferrand-Prévot!»

 O Tour de France de 2028 terá início em 24 de junho e terminará em 16 de julho, dois dias após a chama olímpica ser acesa na Califórnia.

A inspiração para o traçado da primeira etapa surgiu de um momento marcante de há sete anos. «Pensei na etapa de Epernay em 2019, quando Julian Alaphilippe conquistou a camisola amarela», explicou o diretor da prova. «Nessa etapa, houve uma sucessão de subidas íngremes e encostas complicadas que a tornaram apaixonante. Habitualmente, Reims era para nós uma terra de sprinters. Lembro-me das vitórias de Robbie McEwen ou André Greipel.»

Desta vez, a organização pretende um início de prova mais exigente, abandonando a tradição de uma primeira semana dominada pelos sprinters. A primeira etapa será desenhada para ciclistas mais fortes, com várias dificuldades que deverão colocar os favoritos à classificação geral a lutar pela camisola amarela desde o primeiro dia.

«Quero que vejamos os favoritos ombro a ombro desde o primeiro dia», confirmou Prudhomme. «Será verdadeiramente o espírito de Epernay 2019 que prevalecerá no desenho da etapa.»

Além da vertente desportiva e da beleza das vinhas da região, o percurso terá também uma forte componente histórica. Durante os três dias, o pelotão visitará locais como Verdun, assinalando os 110 anos do fim da Primeira Guerra Mundial, Charleville-Mézières, cidade do poeta Arthur Rimbaud, e Metz. «Vamos visitar Verdun», detalhou Prudhomme, que fez ainda uma curiosa revelação sobre Metz: «Muitos ignoram que foi a primeira cidade estrangeira visitada pelo Tour. Foi em 1907 e, nessa altura, a Lorena era alemã.»

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