Luís Tralhão, treinador de 47 anos do Torreense - Foto: IMAGO
Luís Tralhão, treinador de 47 anos do Torreense - Foto: IMAGO

Torreense: Luis Tralhão antevê a final com o Sporting à… Ruben Amorim

«E se corre bem? Se corre bem ficamos na história», diz o treinador do emblema do Oeste às portas do jogo de domingo no Jamor

Não se fala noutra coisa em Torres Vedras. É natural, afinal só quem tem mais de 70 anos se recorda da última e única presença do Torreense na final da Taça de Portugal: em 1955/56 foi com o FC Porto (0-2), agora é com o Sporting no domingo às 17h15. O treinador Luís Tralhão estará nesse palco com o mesmo orgulho que as gentes do Oeste sentem pelo clube, o maior da região, garantem, e na hora de fazer a antevisão do encontro até usa frase de… Ruben Amorim, que iniciou este período de glória leonino.

A final da Taça de Portugal surge porém no intervalo do play-off de acesso à Liga — 0-0 na 1.ª mão, 2.ª mão na quinta-feira no terreno do Casa Pia às 20h00. E se tivesse de escolher? «Como é óbvio, a nossa prioridade era a subida à Liga, momento muito importante para o clube e para a região. Mas nesta fase pensamos: ok, então porque não tentar as duas? E se corre bem? Se corre bem ficamos na história», diz o treinador em declarações à Sport TV.

«Mas se eventualmente não correr bem, nem uma nem a outra, pelo menos já é super-histórico. É estar focados e ter a coragem para abordar um de cada vez e agora é fechar um bocadinho a porta do campeonato e olhar para este jogo de domingo», ressalva Luís Tralhão.

«É um jogo muito especial para todos, para nós, para o staff, jogadores… todo o clube. Especialmente para os adeptos, é um momento histórico e esta energia sente-se na cidade inteira, este vibrar das pessoas, o entusiasmo, a forma como os jogadores são abordados pelas pessoas… É um momento histórico, único neste século, pois já foram 70 anos, e nós absorvemos essa energia e queremos representá-los, e bem, no Jamor», garante o técnico, que tem a dificuldade de estar a jogar três jogos decisivos numa semana:

«Nenhum jogador do plantel quer falhar este jogo e tenho essa consciência. O meu compromisso com eles é que se estiverem em condições irão com certeza participar.»

A tática e a estratégia, essa, estão delineadas: «Gostava de dizer que vamos manter a matriz que utilizamos nos jogos da Liga 2 mas também tenho noção que isso muitas vezes é utópico. As pessoas têm a inteligência e a experiência para perceber que são duas forças completamente diferentes. Uma coisa é certa, sem bola vamos tentar condicionar o adversário e pressioná-lo em certos momentos do jogo; quando tivermos a bola, e esse é o momento que vai fazer a diferença, é ter coragem e capacidade para ir ferindo o Sporting aqui e ali e se possível tentar que o Sporting passe mais tempo no meio-campo deles do que no nosso… mas o expectável é que seja ao contrário.»

Por fim, Luís Tralhão falou da emoção especial que sente neste momento: «Fui um jovem que cresceu a ver muitas finais da Taça. Com o meu pai felizmente, independentemente do clube, íamos praticamente todos os anos. É um momento muito importante para mim, nunca pensei estar na final da Taça, nem nos próximos anos quanto mais neste… Mas às vezes o destino traz-nos estas coisas mas já tenho experiência para deixar as emoções de lado e estar focado no campo apenas.»

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