Tomás Araújo, central do Benfica (foto: Imago)
Tomás Araújo, central do Benfica (foto: Imago)

Tomás Araújo e o Benfica: «Toda a gente acredita na ideia do 'mister'»

Central partilhou sentimentos numa entrevista à UEFA

Tomás Araújo, defesa-central e um dos capitães do Benfica, deu uma entrevista à UEFA, na qual abordou vários temas. O defesa, formado nos encarnados e em plano de destaque esta temporada, elogiou os métodos do treinador, Marco Silva, e recordou o seu trajeto.

Marco Silva e o plantel

«Sinto que a equipa está muito confiante. O mister entrou, deu-nos a ideia dele e acho que toda a gente acredita na ideia do mister e consegue-se ver isso dentro do campo. Temos trabalhado muito, sabemos que temos uma qualidade muito grande, com vários jogadores a poderem lutar pelo onze inicial. Acho que entras dentro de campo sabendo que tens aquela pressão do colega atrás e tens de dar sempre o teu máximo, senão no próximo jogo podes não jogar. Quando estás num clube assim, tens de estar sempre no teu melhor, a dar os cem por cento e sabes que ao mínimo erro o teu colega está lá para lutar pelo lugar dele. A malta tem-se sentido muito confortável dentro de campo, sabendo sempre que tem aquela pressãozinha porque tem de dar sempre os cem por cento e que tem de estar sempre no seu melhor, senão no próximo jogo já não joga.»

Os adeptos

«Querendo jogar no Benfica, tens de perceber que os adeptos estão sempre no seu máximo, querem sempre que a equipa vá para a frente, jogue para a frente, a querer sempre ver um Benfica muito avassalador. Acho que principalmente esta época estamos a fazer um trabalho muito bom, temos muitas condições para ter uma época muito boa.»

O sim ao Benfica

«Cheguei ao Benfica com 14 anos, vim do Palmeiras, equipa satélite do Braga na altura, e foi uma decisão muito fácil de tomar. Quando soube que o Benfica estava interessado, disse logo que sim e perguntei quando é que seria a assinatura de contrato. Foi uma coisa muito natural. O Benfica para mim e para todos os portugueses, sinceramente, é o maior de Portugal, e o melhor também na minha opinião, como é óbvio. Era uma resposta fácil de dar.»

Formação no Seixal

«Na formação não foi fácil, como é óbvia. Há muita gente de qualidade, da minha geração, das gerações acima e abaixo. É uma luta que se torna um bocado ingrata também. Tens de ter a oportunidade. Eu tive as minhas oportunidades, agarrei-as bem, tive o meu mérito, mas havia muita malta que podia ter tido oportunidade e não teve. No fundo, isso é o futebol. Erguer a Youth League. Pela história que o Benfica tinha tido na competição, foram três finais a perder, e conseguir ganhar da forma que foi, da forma como jogávamos, foi um momento muito especial. Só quando o tempo passa é que temos noção do feito que foi.»

Fora de campo

«Pode ser um dos meus ídolos do futebol, o Mats Hummels. Depois, é difícil. Provavelmente o Elon Musk, para aprender um bocadinho do negócio e como é que se fazem as coisas. E depois pode ser o Bukele, presidente de El Salvador, pode ser, para aprender um bocadinho também. Acho que eram três boas pessoas.»

Próximo artigo

A iniciar sessão com Google...