Pedro Neto esteve em grande plano frente ao Brighton - Foto: IMAGO

Ter bola não é sinónimo de vencer. Que o diga o Chelsea (crónica)

'Blues' receberam e derrotaram o Brighton por 4-3, num jogo aberto, com golos e incerteza até ao fim. Pedro Neto foi titular e marcou na equipa da casa, Costinha entrou na segunda parte pelo conjunto visitante

Chelsea e Brighton mostraram este domingo, em Londres, na segunda jornada da Premier League, que ter muita bola não é necessariamente sinónimo de vencer. A equipa da casa, que contou com Pedro Neto no onze, teve 26% de posse de bola e marcou quatro golos. Os visitantes, que contaram com Costinha a entrar na segunda parte, marcaram três com 74%.

Viveu-se em Stamford Bridge um jogo aberto, apontado às balizas e com oportunidades de golo, não só pelo mérito de quem atacava mas também por algum demérito do lado defensivo. Pedro Neto, internacional português, foi titular à direita e realizou uma partida de alto nível.

Quatro minutos bastaram para, na sequência de um canto, Lavia apanhar a bola na área e fazer o 1-0 no marcador. O momento condicionou o seguimento da partida, já que o Chelsea pôde, em vantagem, recuar as linhas, aguentar as investidas do Brighton, que teve muita bola, mas pouco perigo criou antes do descanso, e, nos ataques rápidos, soube ser feliz. Aos 14', Morgan Rogers recebeu à entrada da área, ganhou a linha e cruzou para Pedro Neto desviar para o 2-0. O esquerdino luso ainda ofereceu a João Pedro, que falhou de forma clamorosa antes de, aos 32', receber de Hato e fazer o 3-0.

Tudo corria bem aos londrinos. O Brighton somava posse de bola e cantos, mas poucas oportunidades de perigo. A única que tiveram antes do descanso... deu em golo. Yalcouyé ofereceu a Kostoulas, o grego não conseguiu bater Dibu Martínez, mas, na recarga, a bola sobrou para o costa-marfinense, que não perdoou.

Chelsea foi ameaçado, mas lá respirou

Os primeiros 15 minutos do primeiro tempo acentuaram a diferença na posse de bola. Foi também um período de grande desperdício. De um lado, Diego Gómez não aproveitou para, de cabeça, acertar na baliza do Chelsea. Do outro, Palmer desperdiçou em cima da linha o passe de Rogers, após nova recuperação em zona adiantada de Pedro Neto. Continuavam a ser visadas as balizas e, aos 63', um canto após grande defesa de Martínez levou ao 2-3: Gross cruzou e João Pedro desviou para dentro da própria baliza.

O jogo que, à meia hora, parecia resolvido para os homens de Xabi Alonso estava fora de controlo. O Brighton havia conseguido estancar as transições ofensivas adversárias, o grande erro da primeira parte, e aproximava-se da baliza adversária, chegando a ter, depois do intervalo, 82% de posse de bola. Mas do outro lado ainda há o talento individual superior e Cole Palmer, que até esteve apagado ao longo do encontro, fez o 4-2 com um disparo à entrada da área.

Gross ainda voltou a reduzir, num cabeceamento na área, mas já no último lance da partida. Não houve tempo para maior reação, o que não apaga o mérito do segundo tempo do Brighton. Mas não chegou para tirar qualquer ponto ao Chelsea, que soma seis pontos em seis possíveis.

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