Tempo útil de jogo: a análise de Pedro Henriques ao Casa Pia-Benfica
26. Quando dois jogadores levantam o pé na direção da bola, para a intercetar, tocar no esférico em primeiro lugar é sempre uma atenuante para que um eventual contacto subsequente não seja penalizado, foi o que aconteceu quando David Sousa com a ponta do seu pé esquerdo tocou na bola, chegando primeiro e antes do pé direito de Alexander Bah, sendo que a bola saiu pela linha de baliza. Bem o árbitro em não considerar qualquer infração e em assinalar o respetivo pontapé de canto.
45. O árbitro deu quatro minutos de tempo extra, recuperação de tempo perdido, em virtude dos vários momentos de paragens por perdas de tempo de vários jogadores.
68. No golo dos encarnados ficou-se a pedir uma eventual falta atacante cometida por Andreas Schelderup, mas este ao saltar não só não carregou pelas costas Larrazabal como não usou o braço para se apoiar nele ou o impedir de saltar.
84. Cartão amarelo bem mostrado ao guardião do Casa Pia, por demorar, a repor a bola num pontapé de baliza, esta demora foi bem sancionada disciplinarmente.
90. Foram dados seis minutos de tempo adicional, recuperação de tempo perdido, em virtude das seguintes incidências; dois golos, cinco paragens para substituições, onde entraram sete jogadores, pela mostragem de um cartão amarelo, numa perda de tempo aquando de um pontapé de baliza e também pelas assistências a jogadores, algumas vezes sem entrada de equipa médica.
Nota final para a questão do tempo útil de jogo, é claro que os árbitros têm um papel importante e decisivo para que este fator específico seja melhorado, mas também compete aos treinadores e sobretudo aos jogadores, fazerem com que este item seja melhorado, ou seja, que se jogue mais e se perca menos tempo, pois quando temos jogadores a cair no solo sistematicamente e a ficar lá, guarda redes a pedir assistência, ou demoras nas reposições de bola, torna-se tudo mais difícil de gerir. A próxima época, felizmente, vai trazer novidades ao nível destas questões, que serão benéficas, para penalizar estas perdas de tempo e para acelerar as reposições e punir quem sistematicamente pede assistência médica, ou demora na substituição, ou nos lançamentos ou pontapés de baliza.
Quanto a este jogo em concreto, não se pode ter num tempo total de 101 minutos, apenas 54 jogados.
Hélder Carvalho: 7 (nota do árbitro)
AF Santarém, 32 anos.
Assistentes: José Mira e Alexandre Ferreira
4.ºárbitro: Diogo Rosa
VAR/AVAR: Cláudia Ribeiro /Diogo Pereira