António Silva e Hélder Carvalho - Foto Sérgio Miguel Santos
António Silva e Hélder Carvalho - Foto Sérgio Miguel Santos

Tempo útil de jogo: a análise de Pedro Henriques ao Casa Pia-Benfica

Arbitragem competente, com bom trabalho do VAR

26. Quando dois jogadores levantam o pé na direção da bola, para a intercetar, tocar no esférico em primeiro lugar é sempre uma atenuante para que um eventual contacto subsequente não seja penalizado, foi o que aconteceu quando David Sousa com a ponta do seu pé esquerdo tocou na bola, chegando primeiro e antes do pé direito de Alexander Bah, sendo que a bola saiu pela linha de baliza. Bem o árbitro em não considerar qualquer infração e em assinalar o respetivo pontapé de canto.

26’: na bola. Esférico dividido entre o pé esquerdo do David Sousa e o pé direito do Alexander Bah, com o jogador casapiano a tocar primeiro na bola e só depois no pé do seu adversário, enviando a mesma pela linha de baliza. Ação legal e sem penálti.
POSITIVO
Árbitro esteve muito bem nas áreas, com VAR a confirmar e a validar. Boa colaboração dos árbitros assistentes.
27’: David Sousa cabeceia a bola e esta vai à base do poste da sua baliza e de ressalto, de forma inesperada, o esférico vem bater na sua própria mão esquerda, cujo braço estava dobrado, junto ao corpo e sem volumetria. Lance legal, sem penálti.
33’: posição ganha. Na área dos gansos Pavlidis acaba por chocar com David Sousa, que por antecipação já tinha a sua posição conquistada e que até já estava de costas, fazendo com que o grego acabasse por cair, contacto legal e sem motivo para penálti.

45. O árbitro deu quatro minutos de tempo extra, recuperação de tempo perdido, em virtude dos vários momentos de paragens por perdas de tempo de vários jogadores.

NEGATIVO
Em 102 minutos de jogo, jogaram-se 54:07, ou seja um baixíssimo tempo útil (52,88%). Para rever e alterar.
63’: sem falta. Na área dos encarnados, António Silva tocou na bola com o pé/calcanhar direito, não pontapeando o pé direito de Cassiano, também o central encarnado em momento algum tocou a bola com a mão/braço. Tudo legal e sem qualquer infração.

68. No golo dos encarnados ficou-se a pedir uma eventual falta atacante cometida por Andreas Schelderup, mas este ao saltar não só não carregou pelas costas Larrazabal como não usou o braço para se apoiar nele ou o impedir de saltar.

68’: golo legal. No momento do salto e do cabeceamento Schelderup que faz a assistência para o golo do Richard Rios, o norueguês não carrega nas costas Larrazabal nem usa o braço para se apoiar neste ou para impedir que também saltasse.

84. Cartão amarelo bem mostrado ao guardião do Casa Pia, por demorar, a repor a bola num pontapé de baliza, esta demora foi bem sancionada disciplinarmente.

90. Foram dados seis minutos de tempo adicional, recuperação de tempo perdido, em virtude das seguintes incidências; dois golos, cinco paragens para substituições, onde entraram sete jogadores, pela mostragem de um cartão amarelo, numa perda de tempo aquando de um pontapé de baliza e também pelas assistências a jogadores, algumas vezes sem entrada de equipa médica.

90+2’: falta atacante. antes do toque na mão esquerda do David Sousa, que foi quando este em queda a apoiava no solo, este sofre uma falta atacante, pois Anísio com ambas as mãos agarra e empurra pelas costas o central casapiano.

Nota final para a questão do tempo útil de jogo, é claro que os árbitros têm um papel importante e decisivo para que este fator específico seja melhorado, mas também compete aos treinadores e sobretudo aos jogadores, fazerem com que este item seja melhorado, ou seja, que se jogue mais e se perca menos tempo, pois quando temos jogadores a cair no solo sistematicamente e a ficar lá, guarda redes a pedir assistência, ou demoras nas reposições de bola, torna-se tudo mais difícil de gerir. A próxima época, felizmente, vai trazer novidades ao nível destas questões, que serão benéficas, para penalizar estas perdas de tempo e para acelerar as reposições e punir quem sistematicamente pede assistência médica, ou demora na substituição, ou nos lançamentos ou pontapés de baliza.

Quanto a este jogo em concreto, não se pode ter num tempo total de 101 minutos, apenas 54 jogados.

Hélder Carvalho: 7 (nota do árbitro)

AF Santarém, 32 anos.
Assistentes:
José Mira e Alexandre Ferreira
4.ºárbitro: Diogo Rosa
VAR/AVAR: Cláudia Ribeiro /Diogo Pereira