«Temos hoje um ténis mais fluido», garante João Sanda
A vivacidade que se sente nas cortes do Clube de Ténis de Luanda (CTL) não é fruto do acaso. É o reflexo de um trabalho contínuo que tem vindo a devolver a competitividade e o entusiasmo ao ténis angolano. No encerramento de mais uma etapa do Circuito FAT Sénior, o Vice-Presidente da Federação Angolana de Ténis (FAT), João Sanda, fez um balanço entusiasta e positivo do momento que a modalidade atravessa no país. «Faço um balanço positivo, tendo em conta a resposta que a direção da FAT e os clubes têm dado. Temos hoje um ténis mais fluido em termos de competitividades e atividades», começou por destacar o dirigente.
Para João Sanda, o grande segredo para o crescimento do nível técnico dos atletas reside na criação de horas de voo em recinto doméstico. A estratégia da federação tem passado por multiplicar os torneios internos, garantindo que os tenistas não fiquem parados. "A Direção e os clubes têm feito o seu melhor no sentido de aumentar o volume de competitividade dos nossos atletas internamente. Isso é extremamente positivo e não vamos parar por aqui. O objetivo é dar rodagem aos jogadores em casa para que, quando chegarem às provas internacionais, consigam corresponder à altura», sustentou.
Uma das maiores novidades e triunfos deste circuito é a atribuição de pontos para o World Tennis Number (WTN), a escala global de nível da Federação Internacional de Ténis (ITF). Para o vice-presidente da FAT, esta inovação funciona como uma verdadeira ponte entre os campos angolanos e as grandes provas do circuito mundial. João Sanda explicou que a pontuação obtida em Luanda serve de «chapéu de chuva» para que jovens e seniores consigam entrar em torneios internacionais de relevo, como os futuros circuitos J30. «Estes pontos facilitam muito os nossos atletas. Jogadores de 14 ou 15 anos, que pontuam localmente em casa, passam a ter acesso a estes circuitos internacionais — seja no qualifying ou no quadro principal —, mesmo sem nunca terem saído de Angola. É uma oportunidade soberba para quem não tem tanta facilidade financeira para viajar frequentemente», explicou o dirigente.
Além do trabalho interno, o relacionamento com a casa-mãe do ténis mundial está de boa saúde. Segundo o responsável, a ITF tem elogiado a capacidade organizacional do país na recepção de provas de gabarito internacional, fruto de uma parceria sólida com os clubes locais.