Emiliano Martínez na final contra a Espanha
Emiliano Martínez na final contra a Espanha

Recuperação em Portugal e sacrifício com os filhos: mulher de Martínez revela detalhes da lesão do guardião argentino

Mandinha revela que mesmo antes do Mundial o guarda-redes nem brincou com os filhos para não agravar lesão

Emiliano Martínez foi uma das figuras em destaque na seleção argentina durante a final do Mundial 2026, contra a Espanha, adiando a derrota da Argentina com várias defesas espectaculares. A mulher do jogador, a luso-brasileira Mandinha (o pai é português), partilhou uma publicação emotiva onde revelou os pormenores da lesão que o guarda-redes sofreu mesmo antes do torneio, a fratura de um dedo, e os sacrifícios que fez para jogar.

Poucos dias antes do início do Mundo, e no dia em disputar a final da Liga Europa pelo Aston Villa, fraturou um dedo. Jogou esse jogo e começou logo a questionar-se a participação no Mundial tornou-se uma incógnita. Apesar de ter treinado à parte, acabou por conseguir jogar desde o primeiro jogo, contra a Argélia, até à final.

Numa publicação nas redes sociais, Mandinha, descreveu o calvário vivido pelo jogador.

«Só as pessoas mais próximas de nós sabem realmente pelo que passaste durante este Mundial. Começámos este caminho sem sequer saber se ias poder jogar um único jogo por causa do teu dedo partido. Já tinhas ganho um título europeu a jogar com uma dor incrível e, quando finalmente tivemos um merecido descanso em Portugal, mesmo assim não conseguiste descansar de verdade», começou por escrever.

Mandinha recordou ainda os momentos de incerteza e a difícil decisão que o guarda-redes teve de tomar.

«Olhavas para os nossos bebés a brincar na piscina, querendo mais do que tudo entrar com eles e desfrutar desses momentos tão especiais, mas não podias arriscar agravar a lesão. Houve inúmeras chamadas, médicos e especialistas a recomendar a cirurgia, sabendo que se fosses operado, isso significaria quase de certeza perder o Mundial», lembrou. «Tiveste de tomar uma das decisões mais difíceis da tua carreira: confiar que o teu corpo iria sarar, entregá-lo nas mãos de Deus e acreditar que o que tivesse de ser, seria».

A viagem para os Estados Unidos aconteceu após «semanas repletas de radiografias, gessos e noites sem dormir devido à dor constante, incerteza e frustração». A fase inicial da preparação também foi solitária para o jogador. «Ainda não podias treinar com eles. Enquanto todos se preparavam juntos, tu treinavas sozinho. Depois de trabalhares o ano inteiro para este momento, sei o quão difícil foi para ti. Mas nunca te queixaste», concluiu Mandinha.

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