«Talvez precise de começar a cair para descobrir os limites...»
Toprak Razgatlioglu admitiu que a sua adaptação ao MotoGP não está a decorrer como esperaria. O tricampeão mundial de Superbike é o primeiro piloto a transitar do Superbike para o MotoGP desde Cal Crutchlow em 2011. As máquinas nas duas categorias são fundamentalmente diferentes, o que exige que Razgatlioglu reconstrua o seu estilo de pilotagem, algo que, por enquanto, não está a correr totalmente como planeado.
A isto não ajuda o facto de estar a pilotar a moto da Yamaha, que é, categoricamente, a mais lenta e menos fiável no MotoGP atualmente. Todas estas circunstâncias levaram mesmo a uma visita de Fabio Quartararo à garagem de Razgatlioglu, e o turco revelou posteriormente os conselhos que recebeu do campeão mundial de 2021.
«Falámos sobre este ano. Ainda estou a aprender e o Fabio Quartarato aconselhou-me a não ter pressa, a Yamaha está a melhorar, e eu ainda estou a adaptar-me aos pneus. Ele disse-me que é sempre difícil com uma moto nova. Estou a tentar adaptar-me. Ele simplesmente aconselhou-me a estar calmo e a não ter pressa, para não me... destruir. Eu penso sempre curva a curva, tento dar o meu melhor, mas os tempos não chegam e isso entristece-me, disse o piloto turco.
«Mas eu sabia disso, porque estava ciente de que no MotoGP as motos e os pneus são completamente diferentes e tenho de me adaptar. No entanto, ainda não consigo adaptar-me, especialmente ao pneu dianteiro. Talvez consiga travar forte, mas não confio na moto como os outros pilotos, quando está inclinada. Eles inclinam-se totalmente. Quando começo a fazê-lo, já estou à espera de perder a frente. Ainda não caí e a moto está inteira, mas talvez eu precise de começar a cair para encontrar o limite», disse o turco, que também explicou porque interrompeu a sua simulação de corrida.
«Tentei uma simulação de corrida, mas não gostei das afinações. Tinha duas motos com afinações diferentes, mas não gostei. Na décima volta, voltei às boxes porque os meus tempos eram lentos. Disse a mim mesmo que era melhor fazê-lo, porque algo não estava bem. À tarde, comecei a pilotar com pneus gastos para entender a moto. Mas também consegui bons tempos, porque os pneus já tinham 14 voltas. Normalmente faço seis ou sete com este pneu, então consegui um tempo bastante bom. Também fiquei surpreendido porque, quando faço mais voltas, começo a adaptar-me à moto e a como deve ser pilotada, mas também tento cuidar dos pneus», comentou Razgatlioglu.