Toprak Razgatlioglu não esconde desilusão com Yamaha. IMAGO
Toprak Razgatlioglu não esconde desilusão com Yamaha. IMAGO
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Substituto de Oliveira no MotoGP sem piedade: «A segunda pior corrida da vida!»

Razgatlioglu terminou a «segunda pior corrida da vida» por respeito à Yamaha mas já não esconde a desilusão no ano de estreia na categoria rainha

Toprak Razgatlioglu, piloto da Pramac, que substituiu Miguel Oliveira no MotoGP, classificou o Grande Prémio da Áustria como a «segunda pior corrida da sua vida», revelando que apenas completou a prova por «respeito» à Yamaha, apesar de ter ponderado abandonar.

O fim de semana no Red Bull Ring foi um pesadelo para a Yamaha, que viu todos os seus pilotos terminarem fora dos pontos. Fabio Quartararo, que até tinha impressionado com o nono lugar na qualificação, foi o melhor representante da marca na 17.ª posição. Já Razgatlioglu terminou em penúltimo, a 46,7 segundos do vencedor e a 12 segundos de Alex Rins, que seguia à sua frente. O seu colega de equipa, Jack Miller, ficou a quase 70 segundos do primeiro lugar.

O piloto turco afirmou ter sofrido com uma total falta de tração desde o início da corrida de 28 voltas, um problema que o deixou em choque e frustrado.

«Também estou muito chocado, porque no início, nas primeiras cinco voltas, já não sentia aderência», confessou. «Senti apenas a roda a patinar. Fiquei muito zangado na mota porque me questionava: ‘É um pneu novo, mas como é possível não haver aderência no início?’»

Razgatlioglu comparou a sua experiência à de Quartararo, notando que, embora a quebra de rendimento dos pneus no final fosse esperada, a falta de aderência logo no começo foi uma surpresa desagradável, especialmente depois de um desempenho melhor no dia anterior.

«Vi que o Fabio estava a pilotar muito bem, mas no final os pneus cederam. Mas isso nós já esperávamos. O que não esperávamos era isto no início», explicou. «Ontem, pilotámos muito bem... OK, quando lutámos com o Pol [Espargaró] perdemos o grupo, mas no final fizemos um bom trabalho. Mas hoje tivemos mais dificuldades: se a mota não tem aderência, não temos aceleração.»

A situação agravou-se de tal forma que, nas últimas voltas, o piloto questionou-se se conseguiria chegar ao fim. «Nas últimas seis voltas, perguntei a mim mesmo: ‘Como é possível terminar a corrida?’, porque na reta a roda estava sempre a patinar. Em todo o lado, só sentia a roda a patinar», descreveu.

O piloto da Pramac equiparou esta corrida a uma outra prova igualmente desastrosa na Tailândia, este mesmo ano, onde sentiu o mesmo problema de falta de aderência. «Esta foi a segunda pior corrida da minha vida. A outra também foi este ano, na Tailândia. Senti exatamente o mesmo, sem aderência», afirmou, acrescentando que ponderou seriamente recolher à box.

«Às vezes pensei em ir para a box. Mas respeito a Yamaha o suficiente para continuar a pilotar, porque o ritmo era um desastre. Apenas tentei terminar a corrida, mas não tive prazer nenhum. Acho que todas as Yamahas estavam na mesma situação.»

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