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Sporting: Suárez foi o 41.º passageiro em Mundiais
O Uzbequistão-Colômbia da última madrugada não teve grande história para Luis Suárez, apesar de o máximo goleador leonino em 2025/26 ter estado em campo durante 81 minutos. Porém, as linhas muito compactas e fechadas dos uzbeques não permitiram que o avançado tivesse oportunidade de fazer o que tanto gosta: marcar golos. Mas há um dado estatístico bem curioso: o cafetero tornou-se o 41.º futebolista contratualmente ligado aos leões a participar num encontro de uma fase final do Mundial.
Este percurso começou a desenhar-se há precisamente 60 anos, no Inglaterra-66 do nosso (des)contentamento — marcado pelo terceiro lugar de Portugal na prova, a melhor participação de sempre do país em Campeonatos do Mundo. Na altura, Carvalho, João Morais, Alexandre Baptista e Hilário subiram ao relvado com o símbolo nacional ao peito no Portugal-Hungria.
A contagem prosseguiu até se chegar ao Mundial-74, quando Hector Yazalde viajou com a Bota de Ouro europeia debaixo do braço para representar a Argentina na prova, tornando-se o primeiro atleta do Sporting a estrear-se a marcar na competição.
Numa época em que a presença lusa em fases finais era rara e a circulação de jogadores estrangeiros não era tão frequente como hoje, a turma das quinas conseguiu o apuramento para o México-86, contando com Vítor Damas, Jaime Pacheco e António Sousa em campo.
O relógio continuou a avançar até que, no Rússia-2018, Alvalade registou o máximo de futebolistas utilizados em Mundiais: sete. Foram eles Rui Patrício, William Carvalho, Bruno Fernandes e Gelson Martins (Portugal), Bryan Ruiz (Costa Rica), Coates (Uruguai) e Acuña (Argentina). Antes disso, pelo caminho ficaram nomes como Paulo Silas no Itáila-90; Balakov e Iordanov no EUA-94 ou Saber no França-98.
Contas feitas, Suárez foi o 41.º passageiro do Sporting na principal rota do futebol planetário, logo após a utilização de Maxi Araújo no Uruguai-Arábia Saudita. Porém, este número pode subir caso Debast (Bélgica), Diomande (Costa do Marfim) ou Rui Silva, Gonçalo Inácio e Trincão (Portugal) subam aos relvados nos Estados Unidos, México ou Canadá, os países que acolhem a prova. O caso mais complexo é o de Debast, que está lesionado e por certo falhará toda a fase de grupos e só dará, eventualmente, para os 1/16 avos de final…