Rafael Nel, na ausência de Suárez, continua a merecer a confiança de Rui Borges para o ataque - Foto: SPORTING CP
Rafael Nel, na ausência de Suárez, continua a merecer a confiança de Rui Borges para o ataque - Foto: SPORTING CP

Sporting: «Sinto que faço parte do grupo»

Rafael Nel não conversou com Rui Borges sobre o seu papel, mas também não acha necessário

Para Rafael Nel, o estágio de pré-época do Sporting não é uma novidade, mas é uma oportunidade. Para estabelecer o lugar no plantel, depois de uma temporada em que alternou entre a equipa principal (11 jogos e 3 golos) e a B (23/7).

«No final da época já estava bem integrado no grupo. Não acho que tenha mudado muita coisa, o trabalho continua lá. Os objetivos continuam lá. É fazer o máximo, como faço sempre», assumiu, antes do treino dos leões este sábado, no Algarve.

Em todo o caso, ainda não houve conversa com Rui Borges sobre integração definitiva na equipa principal. «Não, apenas vamos falando no dia a dia, sinto que faço parte do grupo. Não é necessário ter esse tipo de conversa», assumiu, consciente de que a chegada tardia de Luis Suárez, depois da participação no Mundial, e os problemas físicos de Ioannidis lhe abrem mais uma janela de oportunidade: «Acabo por ter mais algum espaço, dadas as ausências, mas não estou focado nisso, estou mais focado no meu trabalho no dia a dia e no que posso fazer nas oportunidades que vou tendo.»

E não esconde que o facto de ainda não terem chegado reforços para o ataque ajuda a reforçar a sua posição. «Acho que me dá um bocado de confiança, mas a única coisa em que tenho de me focar é no meu trabalho. Se quero jogar, se quero estar presente, tenho de me focar ao máximo», afirmou.

Capitão um dia?

Um dos temas da conversa de Rafael Nel com os jornalistas foi a saída de Hjulmand, capitão, para o Atlético Madrid. «Desejo-lhe toda a sorte do mundo. Deixou-nos uma mensagem de boa sorte», contou o avançado, admitindo que será inevitável que venha a ter algum peso, pelo menos na fase inicial. «Custa sempre um bocado, pela pessoa que é, e porque jogadores com este impacto acaba sempre por sentir-se alguma coisa. Mas acho que o próximo [capitão] vai ter o mesmo impacto, ou algo parecido.»

Para já, não foi oficializado quem será o próximo capitão, e Nel nem quis falar sobre quem vai assumindo maior papel de liderança no balneário. «Vai caber à decisão do mister. Em relação aos líderes do balneário, não sinto que haja algo definido. Temos muitos jogadores com esse perfil e estamos bem entregues», afirmou, confessando que no futuro ele próprio gostaria de ser capitão dos leões. «Em camadas jovens já fui e um dia gostaria, sim.»

A força da formação

Maxi Araújo e Rodrigo Zalazar juntaram-se na quinta-feira ao estágio e Rafael Nel recebeu-os de braços abertos. «Recebemos bem os dois. O Maxi é uma alegria, já não o via há muito tempo, esteve muito bem no Mundial. O Rodrigo estamos a conhecer agora, gosto bastante dele.»

Também novidade são alguns jovens da formação, com Flávio Gonçalves e Gabriel Silva em destaque no particular com o Celtic. «É muito bom para a nossa formação, mostra muito do que é o Sporting, do que é a Academia. Para além disso, temos muitos jogadores que podem vir a mostrar-se», disse, assumindo que «quer dizer muito» o facto de 15 dos 33 jogadores que estão no estágio virem da formação. «Mesmo na equipa B, no ano passado, sentia que muitos iam acabar por vir aqui fazer o estágio. Já estive no lugar deles, acho que estão a aproveitar bem a oportunidade.»

Rafael Nel falou também de um Sporting «em mudança», mas cuja meta final não muda: «As saídas acabam por ter algum impacto, mas o Sporting mantém-se o mesmo, com as mesmas ideias, com os mesmos objetivos. A malta que vai entrando acaba por se adaptar ao clube. Prometemos o mesmo trabalho de sempre e todo o empenho. Que consigamos ganhar todos os jogos. Está a ser um bom estágio, temos mais dois joguinhos para disputar e vamos tentar sair por cima.»

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