Lionel Scaloni
Lionel Scaloni

Na antevisão à final do Mundial 2026 entre Argentina e Espanha, que se disputa este domingo no New Jersey Stadium, o selecionador argentino, Lionel Scaloni, abordou a peculiar situação familiar que o jogo acarreta, uma vez que parte da sua família é espanhola.

Apesar de uma vitória poder significar o seu segundo título mundial, um feito histórico no futebol argentino, o treinador reconhece que o cenário é complexo a nível pessoal. «A minha mulher e os meus filhos, logicamente, estarão connosco, com a Argentina. Embora seja espanhola, ela sabe muito bem o que sinto e o que sofro, e os meus filhos nem se fala», explicou Scaloni aos jornalistas.

O técnico conheceu a mulher, Elisa Montero, em Maiorca, em 2008, quando representava o clube local por empréstimo da Lazio. O casal tem dois filhos, Ian e Noah, nascidos em 2012 e 2016, respetivamente, ambos na ilha espanhola. Apesar da sua nacionalidade, os filhos de Scaloni têm sido vistos a apoiar a seleção argentina, vestindo a camisola albiceleste e celebrando com o pai e os jogadores nas conquistas do Mundial de 2022 no Qatar e da Copa América de 2024 nos Estados Unidos.

No entanto, a divisão estende-se à restante família em Espanha. «Há também família em Maiorca que certamente terá o coração dividido. É uma situação difícil para eles e eu compreendo. Mas, de qualquer forma, ficarão contentes», afirmou o selecionador.

É sabida a relação entre Scaloni e o selecionador espanhol, Luís de La Fuente, que foi seu professor no curso de treinador. Os dois estiveram no Fanaticsfest, um evento desportivo em Nova Iorque, e revelou que o que o motivou a ir juntamente com Lionel Messi e Emiliano Martínez foi a presença de De La Fuente.

«Não vos vou dizer o que lhe disse, porque estava numa situação surrealista. Fui porque ele ia estar lá, foi por isso que fui. Disse-lhe: 'Vim por tua causa', e mais algumas coisas que prefiro guardar para nós. Voltámos a encontrar-nos passado muito tempo num evento. Já sabem o quanto o estimo», explicou o selecionador da Argentina, que se queixou de ter tantos compromissos que mal dá para treinar. «Estamos praticamente a descansar agora, porque chegámos ontem à noite, já passava das 23h. Hoje fomos obrigados a treinar a uma hora que não queríamos (15h30), mas, por causa da conferência de imprensa e de toda esta programação, tivemos de fazer um treino atípico, muito rápido, e quase não conseguimos testar nada», lamentou.

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