Rui Borges já aponta ao encontro com o Rio Ave (Foto IMAGO) - Foto: IMAGO

Sporting: saiba que desafio lançou Rui Borges aos jogadores para Vila do Conde

Treinador não quer que a equipa feche finalmente a baliza diante do Rio Ave; alterações de monta na defesa

Rui Borges promoveu alterações substanciais no onze do Sporting apresentado diante do Alverca, sobretudo no setor recuado. Contudo, apesar da solidez demonstrada durante grande parte do encontro, os leões acabaram por consentir um golo na fase final da partida, quando deram espaço para Figueiredo rematar à vontade e bater Rui Silva.

Já com o foco no compromisso frente ao Rio Ave, o técnico lançou um desafio ao plantel: manter, finalmente, a baliza a zeros. São já cinco os tentos sofridos — um registo negativo para um candidato ao título.
As modificações na retaguarda passaram pelas entradas de Fresneda, Debast e Ba para os lugares de Vagiannidis, Eduardo Quaresma e Gonçalo Inácio, respetivamente. Independentemente de estas pedras se manterem no xadrez tático, o repto está lançado.

Na avaliação ao duelo com os ribatejanos, o treinador considera que, ao terceiro jogo oficial, a equipa começa a ganhar identidade. Admitiu que o grupo ainda não atingiu o rendimento pretendido para esta época, mas sublinhou que, para lá chegar, é necessário criar hábitos e consolidar um ciclo vitorioso. Afinal, apesar de alguns sobressaltos, somaram o segundo triunfo consecutivo.
Esta foi a mensagem transmitida ao novo grupo leonino, num momento em que a estrutura ainda se ajusta ao mercado de transferências.

As remodelações no plantel foram profundas, marcadas pela saída de atletas credenciados e pela Chegada de oito reforços. Ainda assim, o líder leonino mostra-se convicto de que é nesta fase que se constrói uma mentalidade vencedora, traço histórico do emblema de Alvalade.
Há, contudo, aspetos a afinar. O técnico pretende um conjunto mais letal e com maior variabilidade ofensiva, rentabilizando as diferentes características dos homens da frente: a explosão e objetividade de Issa Doumbia a partir de trás; a mudança de velocidade de Geny Catamo; a pausa e criatividade do jovem Flávio Gonçalves; o rasgo individual de Rodrigo Zalazar; e a capacidade de finalização da dupla Ioannidis/Suárez. Pela positiva, destaca o facto de a equipa já somar 8 golos marcados em jogos oficiais.

A consolidação do processo coletivo tem sido a prioridade da equipa técnica. Numa reflexão sobre o momento, Rui Borges recusa a rótulo de pragmático ou resultadista, mas reconhece as exigências do contexto. «É importante ganhar a jogar bem», afirmara na antevisão ao jogo com os alverquenses. Nem tudo correu na perfeição no último teste, mas, no imediato, o essencial passa por somar triunfos para garantir a evolução da equipa num ambiente de confiança.
Um sinal animador para o técnico foi o rendimento na segunda parte, etapa em que os verde e brancos afastaram alguma instabilidade: a equipa apresentou-se mais madura, cometeu muito menos erros e revelou-se mais compacta e organizada.

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