Sporting: Morita posiciona-se para render capitão Hjulmand
A tarefa de Rui Borges na preparação para o próximo jogo, frente ao Casa Pia, referente à 18.ª jornada da Liga, tem mais um obstáculo além da onda de lesões que ainda não desanuviou — no jogo com o V. Guimarães, na meia-final da Allianz Cup, foi utilizada a 15.ª linha defensiva —, com a impossibilidade de escalar dois castigados para o onze: Morten Hjulmand e Maxi Araújo.
Tanto o capitão leonino como o uruguaio viram o quinto amarelo no campeonato na deslocação a Barcelos, em que o Sporting empatou com o Gil Vicente (1-1) e, por isso, falham a receção ao Casa Pia e o dinamarquês também não jogará com o PSG, na sequência doutro amarelo diante do Bayern (no total, o médio já foi admoestado por nove vezes esta temporada). Mas se para substituir Maxi aparece Matheus Reis, pois Mangas está lesionado, as opção para render o camisola 42 são mais numerosas.
Recorde-se que Hjulmand é o totalista do plantel, com 2342 minutos em 26 jogos (todos como titular), tendo falhado apenas três compromissos dos leões esta temporada (os verdes e brancos venceram todos), nomeadamente com Marinhense (4.ª eliminatória da Taça de Portugal), Alverca (quartos de final da Allianz Cup) e Aves SAD, na 17.ª jornada, foi suplente não utilizado, merecendo, no final do encontro, rasgado elogio por parte de Rui Borges: «Ficou de fora porque tinha sintomas, não sei se gripais ou algo semelhante, uma virose. Ele podia ter jogado, mas foi honesto comigo. Disse-me que não estava a 100 por cento, que havia colegas melhores do que ele para jogar e preferia que estivesse alguém a 100 por cento. Isso para mim foi um exemplo de liderança.»
Morita é quem se posiciona para render o capitão no meio-campo, tendo João Simões ao lado, mas há que ter em conta a condicionante física, já que o japonês tem estado uns furos abaixo do habitual rendimento. Um jogador que enche as medidas a Rui Borges que, refira-se, já admitiu por diversas vezes ser um admirador do médio, mesmo antes de assumir o comando técnico dos leões.
Há ainda outras opções, como Kochorashvili, que ainda demonstra algumas lacunas no entrosamento; Debast também pode fazer a posição 6, tal aconteceu em boa parte da época passada, mas o belga tem estado entregue à Unidade de Performance, cujo regresso aos treinos sem limitações está iminente, depois de ter-se lesionado no joelho esquerdo na 3.ª jornada da Liga dos Campeões, com o Marselha, a 22 de outubro; há ainda Daniel Bragança, preparado para os primeiros minutos após paragem de quase 11 meses (operado ao joelho esquerdo devido a uma rotura total do ligamento cruzado) mas o 23 é talhado para a posição 8; Eduardo Felicíssimo, jovem da equipa B também já foi chamado para ocupar a posição, já Rayan Lucas aguarda primeira oportunidade.
«Morita tem muita classe»
A BOLA falou com Litos, antigo médio do Sporting e treinador, que avaliou ou atual panorama no meio-campo. «Sabemos que Morita está em final de contrato, não deve renovar, mas continua a ser jogador que nos entusiasma. É fantástico, mas a condição física tem atrasado um bocadinho a sua utilização, e isso tem colocado o jogador em dúvida por parte de muita gente. Mas tem classe, polivalência, entrega e disciplina, qualquer treinador gostava de tê-lo.»
«João Simões está num bom momento, depois há outras soluções, até nos jovens, que já deram mostras de estar à altura quando chamados pelo treinador. Kochorashvili é opção válida, apesar de algum atraso na adaptação, mas será sempre um jogador que faz parte dos planos, até porque tem características um pouco diferentes dos outros, capacidade e precisão de passo longo e variação do jogo com muita facilidade», concluiu.