Sporting: a mensagem de Rui Borges após a goleada e o aviso para a final da Taça
«Nem antes éramos os piores, nem agora somos os melhores». Foi com esta frase que Rui Borges abordou a goleada por 5-1 obtida pelo leão diante do sempre historicamente complicado Vitória de Guimarães, em Alvalade, na segunda-feira à noite.
De facto, o treinador do Sporting, de 44 anos, tinha gostado muito pouco — ou nada… — das exibições frente aos dois últimos da tabela classificativa, nos empates diante de Aves SAD (1-1) e Tondela (2-2). Malgrado ter consciência do cansaço acumulado pela equipa nos oito jogos de abril — quatro dos quais de intensidade máxima: os dois com o Arsenal para a Champions, frente ao Benfica para a Liga e com o FC Porto na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal — Rui Borges queria mais e… melhor.
A resposta surgiu diante dos conquistadores, numa exibição a roçar a gala e com muitos e bons golos, mesmo numa equipa que não pôde contar com pedras influentes nos últimos tempos como, por exemplo, Iván Fresneda e, acima de tudo, o capitão Morten Hjulmand.
REVEJA O RESUMO DO JOGO
Após terem treinado na manhã desta terça-feira, seguem-se agora dois dias para dar descanso ao corpo e a uma alma martirizada por tanta competição. No entanto, a mensagem a passar vai ser simples e reforçada a cada minuto, a cada palestra, a cada conversa: manter a exigência e o foco que a equipa tem vindo a demonstrar ao longo da época, mas que passou um pouco ao lado nos jogos com Aves SAD e Tondela. E a palavra 'devoção' inscrita na camisola de Rui Borges na nova indumentária apresentada bem pode servir de mote.
Independentemente de não haver título ou, eventualmente, Champions — adiante se verá—, o objetivo é fechar a época com uma imagem distinta, comprovando a qualidade do grupo evidenciada em boa parte de 2025/26.
A final da Taça de Portugal está agendada apenas para 24 de maio, diante do secundário Torreense, e o objetivo, como é óbvio, é somar mais um troféu à vitrina do museu. E se a meta é simples, as palavras de Borges serão ainda mais claras: não quer ninguém a pensar na festa do futebol, porque para os leões fazerem a festa é preciso cara séria.
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