Milhares no último adeus a Baresi
Milhares no último adeus a Baresi

«Só existe um capitão»: milhares no último (e emotivo) adeus a Baresi

Cerimónia fúnebre ficou marcada por uma forte presença de adeptos do Milan

Milhares de adeptos e lendas do desporto reuniram-se, esta terça-feira, na Basílica de Santo Ambrósio, em Milão, para o último e emotivo adeus a Franco Baresi, o lendário defesa que faleceu a 31 de julho.

A cerimónia fúnebre ficou marcada por uma forte presença de adeptos rossoneri, que desde cedo se juntaram no local. A Curva Sud exibiu uma tarja com a mensagem: «Franco Baresi: lenda imortal, bandeira inimitável que nunca deixará de flutuar. Adeus, capitão». Por todo o lado viam-se camisolas com o número 6, entre aplausos e cânticos em homenagem ao ícone do Milan.

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Com a equipa principal do Milan, comandada por Ruben Amorim, em Perth, na Austrália, o clube fez-se representar por uma delegação de peso, que incluía o proprietário Gerry Cardinale, o presidente Paolo Scaroni e o administrador-delegado Massimo Calvelli. Juntaram-se a eles inúmeros antigos companheiros e ex-jogadores, como Billy Costacurta, Filippo Galli, Chicco Evani, Davide Ballardini, Riccardo Montolivo e Pietro Vierchowod.

Um dos momentos mais comoventes foi a entrada de Daniele Massaro, herói da final de Atenas em 1994, que trazia nas mãos uma braçadeira de capitão com o número 6 e o autógrafo de Baresi, acompanhado por Dejan Savicevic. A equipa do Milan foi representada por Christian Pulisic e Santiago Giménez, que se encontram na cidade a recuperar de lesões.

A lista de notáveis presentes era extensa. Lendas como Marco van Basten, Nelson Dida, Mauro Tassotti, Pietro Paolo Virdis, Clarence Seedorf e Massimo Ambrosini marcaram presença, com rostos visivelmente emocionados. Roberto Baggio, que partilhou o balneário com Baresi tanto no Milan como na seleção italiana, foi um dos mais calorosamente recebidos pelos adeptos.

O mundo do futebol italiano esteve amplamente representado, com a presença do selecionador Roberto Mancini e de Claudio Ranieri, em nome da seleção. O rival Inter de Milão também prestou homenagem, com uma delegação que incluía o presidente Giuseppe Marotta, Beppe Bergomi e Piero Ausilio. Dirigentes da Juventus, da Fiorentina e do Parma também estiveram presentes. A esfera política foi representada pelo ministro do Desporto de Itália, Andrea Abodi, e pelo presidente da câmara de Milão, Giuseppe Sala.

À chegada do caixão, adornado com uma coroa de rosas brancas e vermelhas, os aplausos foram intermináveis. Os adeptos entoaram cânticos como «Só há um capitão» e «You’ll never walk alone», num tributo arrepiante. O caixão foi transportado para o interior da basílica por Paolo Maldini, Marco Van Basten, Filippo Galli e Daniele Massaro, selando a despedida de uma lenda imortal.

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