Selecionador norueguês no final do Noruega-Inglaterra. Imagens: cortesia FIFA

«Sinto-me roubado»: Schjelderup dispara contra árbitro após eliminação do Mundial

Extremo do Benfica assinou grande golo para inaugurar o marcador frente à Inglaterra, mas confessa que não foi inteiramente intencional

Acabou o sonho da Noruega no Mundial. Apesar do grande golo de Andreas Schjelderup, extremo do Benfica, a inaugurar o marcador frente à Inglaterra, a seleção dos três leões chegaria ao empate e acabou por vencer no prolongamento.

Pelo meio, várias decisões contestadas da arbitragem, para os dois lados — desde suposta falta sobre Kane no golo do benfiquista, à possibilidade da bola ter batido no cabo de uma câmara no 1-1 de Bellingham (a FIFA garante que não, que o chip da bola não indicou qualquer contacto que implicasse mudança de direção, por muito ligeira), ao golo anulado a Heggem (seria o 2-1) por falta de Haaland.

Foi sobretudo esse lance que deixou Schjelderup irritado com a arbitragem, e com a sensação de que a eliminação do Mundial não se deveu ao mérito da Inglaterra. «Não acho que o 2-1 devesse ser anulado. Se aquilo é falta, então podes dar muitas faltas durante um jogo. É uma falta muito macia, sinto-me um pouco roubado», afirmou à TV2, da Noruega.

«Infelizmente, as margens foram contra nós. Algumas decisões do árbitro são amargas. Se tivéssemos perdido a sério, talvez o sentimento fosse um pouco diferente», disse ainda.

O espírito da avó

O golo, de pé esquerdo, com pouco ângulo, a inaugurar o marcador, também foi tema de conversa. Com o norueguês a confessar que nem tudo foi intencional.

«Foi uma mistura de um remate e um cruzamento. Prefiro acreditar que foi a minha avó [falecida há um ano, em julho de 2025] que guiou a bola para a baliza.»

Foi o primeiro golo do extremo do Benfica em Mundiais, um remate medido a 113 quilómetros por hora. «Foi um momento louco. É fantástico marcares o primeiro golo num Mundial numa situação destas.»

Schjelderup, tal como Aursnes, vai agora gozar alguns dias de férias (cerca de duas semanas) antes de se juntar à equipa do Benfica, o que deve acontecer dias antes da segunda mão da segunda pré-eliminatória da UEFA Europa League, frente ao St. Gallen.

Mas antes, a seleção norueguesa vai ser recebida em Oslo pelo rei Harald. A equipa viaja este domingo, chegando na manhã de segunda-feira à capital da Noruega.

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