Sergio Ramos foi formado no Sevilha  antes de rumar ao Real Madrid e voltou a lá jogar em 2023/24
Sergio Ramos foi formado no Sevilha antes de rumar ao Real Madrid e voltou a lá jogar em 2023/24 - Foto: IMAGO

Sergio Ramos responde às acusações do Sevilha: «Não estamos a roubar»

Antigo internacional espanhol apresentou a sua versão dos factos sobre as negociações para a aquisição dos andaluzes

Sergio Ramos quebrou o silêncio numa conferência de imprensa marcada por grande expectativa, respondendo diretamente ao comunicado dos principais acionistas do Sevilha, que o tinham acusado de os ter enganado. O antigo internacional espanhol apresentou a sua versão dos factos sobre as negociações para a aquisição dos andaluzes.

«Quero deixar claro que venho falar unicamente do Sevilha», começou por afirmar Sergio Ramos, garantindo que daria a cara apesar do «aviso» dos atuais acionistas: «Como sempre, e apesar da advertência que nos fizeram chegar os atuais acionistas em forma de comunicado há umas horas, pouco antes deste ato, quero dar a cara e transmitir as mensagens relevantes na primeira pessoa.»

O jogador sublinhou a sua ligação especial ao clube e a delicada situação financeira que este atravessa, com «perdas acumuladas importantes nas últimas temporadas» e previsões de mais prejuízos. Segundo Sergio Ramos, o seu grupo investidor, composto por «um grupo empresarial de máximo nível e a Five Eleven», sempre teve como objetivo «somar e ajudar o Sevilha para garantir a viabilidade futura».

O ex-Real Madrid e Sevilha detalhou a evolução das negociações, explicando que existiram duas propostas distintas. A primeira, já conhecida publicamente, envolvia a compra de 85% do capital por um total de 359 milhões de euros, divididos entre um aumento de capital de 80 milhões e 279 milhões para os acionistas, a 3,175 euros por ação.

No entanto, esta abordagem foi alterada por recomendação da LaLiga e de assessores. «O plano teve de ser adaptado atendendo à recomendação da LaLiga e dos nossos assessores, que nos recomendam um aumento de capital de 120 milhões, e não de 80, antes de 30 de junho para garantir a viabilidade do clube», explicou.

A proposta final, apresentada na semana passada, mantinha a aquisição de até 85% das ações, mas com um aumento de capital de 120 milhões e um pagamento aos acionistas em duas fases, totalizando um investimento mínimo de cerca de 362 milhões de euros. Esta oferta, segundo Ramos, foi garantida por provas de fundos «ilimitadas» do Banco Santander e de outro banco internacional de renome.

«Com a proposta final, queremos priorizar as necessidades do clube para garantir a viabilidade, sobretudo financeira», frisou o jogador.

Apesar da robustez da oferta, o grupo de Sergio Ramos não obteve resposta. «Lamentavelmente, desde a quarta-feira passada não recebemos resposta e o prazo e o período de exclusividade terminaram», lamentou, acrescentando que o seu grupo continua disponível para negociar. «Esperamos que, se não recebermos mais nenhuma comunicação, seja porque os atuais acionistas contam com uma oferta no seu conjunto muito superior à nossa, que ajude o Sevilha nesta situação tão delicada, sobretudo antes de 30 de junho. Não estamos a roubar, estamos a pedir que nos ajudem a reerguer o Sevilha.»

A terminar, Sergio Ramos deixou uma mensagem de agradecimento aos adeptos: «Quero agradecer especialmente ao sevilhismo pelo apoio, pelo carinho e pela ilusão que nos mostraram desde o primeiro dia. Connosco ou sem nós, o que queremos é ver um Sevilha grande e campeão. E como diz o nosso cântico, Sevilha até à morte.»

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