Selecionador campeão do Mundo a um passo de renovar até 2030
Falta apenas a assinatura no papel para oficializar o acordo: Lionel Scaloni e a AFA têm tudo acertado para a continuidade do selecionador no comando técnico da seleção argentina até 2030, de acordo com diferentes meios da Imprensa argentina.
O desfecho já está alinhavado há semanas, mas segundo o La Nación, o anúncio oficial não ocorreu na última janela FIFA para não retirar o protagonismo à despedida de Lionel Messi da albiceleste, que realizou o seu último encontro pela seleção no Estádio Monumental, diante do Benim.
O futuro de Scaloni tinha ficado envolto em dúvidas após a final do Mundial 2026, momento em que o técnico de Pujato pediu tempo para ponderar, travando um processo que parecia bem encaminhado antes do torneio. A aproximação decisiva deu-se recentemente, após reuniões com o seu representante, Matías Aldao, e conversas diretas com Claudio Tapia, presidente da AFA.
O próprio Scaloni já tinha abordado a situação publicamente antes dos recentes particulares com Bolívia, Burkina Faso e Benim: «Disse depois da final que era preciso pensar bem. Era um momento negativo, tive de repensar bem, analisar a vertente desportiva, que é fundamental. Sem esquecer a económica. Estamos entusiasmados com isso, na verdade. Isso é o mais importante. Caso contrário, sendo sincero, se não visse a possibilidade de poder competir e construir algo bonito como se construiu, não teria aberto a hipótese de me sentar para conversar.»
Scaloni pegou numa seleção perdida, que não havia ganho qualquer Mundial ou Copa América neste século, e com um rumo indefinido em 2020. Os resultados falam por sim: duas Copas América ganhas, um Mundial e a ida à final de outro, o mais recente. O técnico também ficará para sempre ligado à forma como proporcionou a despedida perfeita para Messi da seleção.