O presidente da República, António José Seguro. Foto COP
O presidente da República, António José Seguro. Foto COP

O Presidente da República expressou «enorme tristeza e consternação» pela morte de Jorge Palma, que faleceu aos 76 anos (1950-2026). Numa nota oficial, o chefe de Estado sublinhou que Portugal se despede de um dos maiores ícones e poetas da música nacional.

As suas canções, descritas como uma «recordação intensa e profunda da nossa melancolia», marcaram a vida portuguesa ao longo de décadas e continuarão a «iluminar a memória de várias gerações».

Temas como «Bairro do amor», «Na terra dos sonhos», «Deixa-me rir», «Frágil», «Encosta-te a Mim», «A Gente Vai Continuar», «Dá-me Lume» ou «Estrela do Mar» são recordados como exemplos do seu «lirismo imprevisível e nunca de efeito fácil ou efémero». O Presidente destacou não só o seu papel como criador e intérprete de exceção, mas também a sua «rara versatilidade e ecletismo» nas colaborações com outros artistas, que o tornaram uma referência musical nos últimos cinquenta anos.

«Herdeiro de tradições musicais e literárias muito diversas e complexas, por vezes inesperadas ou improváveis, Jorge Palma emprestou à música portuguesa um caráter único e uma busca incessante da beleza que construiu uma utopia da amizade, do amor, da generosidade – e do riso. De certa maneira, todos habitámos o seu bairro do amor, todos nos rimos com os seus versos, todos nos sentimos frágeis, todos prometemos continuar a ser aqueles que fomos quando cantámos as suas canções pela primeira vez ou quando elas deram sentido às nossas vidas», escreveu Seguro na página da Presidência.

Agraciado com a Ordem do Infante D. Henrique em 2020, o autor de «O meu amor existe» é lembrado pelo seu «talento raro e precioso» que contagiou o país com «harmonia, beleza e rebeldia».

Foi ainda revelado que a participação de Jorge Palma na Festa do Livro em Belém, que decorreu entre quinta e domingo, teve de ser cancelada. «Estava previsto que este ano Jorge Palma participasse no programa da recente Festa do Livro em Belém. Infelizmente, já não pôde juntar-se a nós devido ao seu estado de saúde. Por isso são ainda mais intensos o choque e a tristeza vividos hoje, com a notícia da sua morte.Aos seus filhos Vicente e Francisco, à sua mulher Rita, bem como à sua família e colaboradores, e a todos os artistas que estiveram ligados à sua música e à sua carreira, o Presidente da República apresenta as suas condolências.»

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