Ruben Amorim saiu do Manchester United em conflito com Jason Wilcox, diretor de futebol - Foto: Imago
Ruben Amorim saiu do Manchester United em conflito com Jason Wilcox, diretor de futebol - Foto: Imago

«Se estás constantemente a ir contra o treinador, talvez não o devesses ter escolhido»

O antigo jogador do Manchester United Gary Pallister defendeu que Ruben Amorim «pagou caro a teimosia», mas questionou o papel do diretor de futebol Jason Wilcox

O despedimento de Ruben Amorim do comando técnico do Manchester United ainda faz muita em Inglaterra. Nos últimos dias, multiplicaram-se as reações de antigas glórias dos red devils a uma decisão que para muitos pecou por tardia, mas que para outros refletiu problemas estruturais do clube.

Gary Pallister, que representou o United entre 1989 e 1998, criticou a teimosia tática de Ruben Amorim que culminou numa incoerência, nos últimos dois jogos de 2025: «Contra o Newcastle, eles mereciam mais, mas ganhámos 1-0, não sofremos golo e jogámos com quatro defesas. Mudas o sistema, algo que disseste que não ias fazer, tens um resultado positivo e voltas ao sistema de cinco contra o Wolves, estatisticamente a equipa mais fraca da liga. Isso confundiu muita gente, talvez até a estrutura.»

O antigo defesa central considerou ainda que as declarações proferidas por Amorim no final do empate em Leeds, a 4 de janeiro precipitaram «apanharam muita gente de surpresa» e que «poucos esperavam» uma reação «tão forte».

Pallister criticou o «teimoso» treinador português, mas também colocou em causa o papel do diretor de futebol, Jason Wilcox. O antigo jogador frisou que «algo não estava bem» na relação entre Amorim e o dirigente.

«O treinador tem de ter espaço para gerir a equipa. O treinador tem de colocar em prática o estilo de futebol que na sua mente é ideal para o clube. Se estás constantemente a ir contra o treinador, talvez não o devesses ter escolhido», frisou Gary Pallister. A antiga glória do Manchester United aprovou a escolha de Ole Gunnar Solskjaer para treinador interino, tendo em conta a necessidade de contratar alguém que «entenda a história, a tradição e o ADN» do clube.