Lionel Scaloni
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Scaloni: «Perdemos porque eles foram melhores, às vezes é preciso reconhecer»

Selecionador da Argentina fala do jogo com a Espanha

Lionel Scaloni, selecionador da Argentina, deu exemplo de desportivismo ao recusar desculpas pela derrota na final do Mundial 2026 frente à Espanha, em que a sua equipa praticamente só rematou depois dos 90 minutos. Questionado sobre a arbitragem, o técnico reconheceu a superioridade da Espanha, que venceu por 1-0 com um golo de Ferran no prolongamento.

De regresso à Argentina e confrontado sobre se a arbitragem tinha sido injusta, Scaloni foi direto e contundente na sua resposta.

«Não, perdemos porque eles foram melhores, rapazes. É preciso reconhecê-lo, é preciso reconhecer que jogaram melhor. Nós chegámos certamente no limite, é a realidade, mas às vezes é bom reconhecer, e creio que isso nos vai fazer melhores, sem dúvida», afirmou.

O selecionador lamentou não ter conseguido a vitória para o povo argentino. «Não conseguimos vencer. Estamos conscientes, joga-se para a alegria do nosso povo e por isso dói. Continuaremos a dar luta», acrescentou.

Futuro em aberto e rumores postos de lado

Já na sua terra natal, Pujato, o técnico mostrou-se satisfeito com o empenho da equipa. «Estou feliz por estar em casa. Perdeu-se. Não fomos vencedores, mas creio que temos de estar satisfeitos. Dói não dar uma alegria às pessoas. Nós jogamos por elas e pelas nossas famílias. Demos tudo», sublinhou.

Sobre a continuidade no comando da seleção, tema muito debatido após a final, Scaloni admitiu que é normal repensar o futuro. «São coisas que depois de um torneio assim são normais. Até dezembro estamos aqui. Creio que o mais importante de tudo isto é como as coisas aconteceram, como as pessoas souberam entender que a equipa deu tudo. O mais importante é a seleção, não quem assume o comando, esteja eu ou não», explicou.

Scaloni também desmentiu categoricamente os rumores que circularam nas redes sociais sobre supostas pressões e conflitos internos para desestabilizar a equipa antes da final, mostrando-se surpreendido com as questões dos jornalistas.

«Não sei, não vejo redes sociais, rapazes, eu não tenho», respondeu quando questionado sobre uma alegada palestra de Messi e pressões externas.

Perante a insistência sobre a união do grupo, o selecionador encerrou o assunto de forma definitiva: «Não, não posso acreditar no que me está a perguntar».

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