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Scaloni nega favorecimento à Argentina: «Muita gente não quer que ganhemos»
Lionel Scaloni, selecionador da Argentina, negou esta sexta-feira que a sua equipa esteja a ser favorecida no Mundial. Na antevisão do jogo dos quartos de final contra a Suíça, o técnico refutou as teorias da conspiração — que surgiram após o golo anulado ao Egito, na eliminatória anterior —, afirmando que as críticas são usadas como fator de motivação.
«O que acontece connosco é que há muita gente que não quer que ganhemos, porque já ganhámos o último [Campeonato do Mundo, no Qatar]. E temos isso em conta, isso chega aos jogadores, e usamos isso como uma espécie de rebelião. Para que se rebelem e joguem ainda melhor», declarou o selecionador.
«Não sei se falo pela Argentina. Há tanto tempo, como em 1986, diziam que favoreciam. E o que dizem agora? Havia críticas... Eu uso a razão sempre. A Argentina é uma das seleções que animam sempre o torneio. E de alguma maneira utilizamos isso para mostrar aos jogadores que não querem que a Argentina ganhe. Mas é normal, como há quem não queira que ganhem outras seleções», acrescentou.
«Com o VAR e todas essas coisas, é muito difícil que te ajudem. Não há dupla interpretação no VAR. Fica tudo claro», afirmou, citando um lance específico do torneio: «Ao Lisandro Martínez pisaram no pé... Pouco, muito, é falta. Não há outra leitura. As redes sociais hoje aumentam tudo e começa o debate. Mas não há nenhum favorecimento, pelo contrário.»