Ricardo Horta e Pau Víctor são os melhores marcadores do SC Braga - Foto IMAGO
Ricardo Horta e Pau Víctor são os melhores marcadores do SC Braga - Foto IMAGO

SC Braga: crise de eficácia paira a jogar fora da Pedreira

Em apenas num terço dos jogos realizados na temporada transata, guerreiros já igualaram o número de encontros em que ficaram em branco no marcador

O SC Braga está a viver uma crise de eficácia ofensiva que pode ligar os alarmes. Os números não mentem e expõem uma quebra abrupta no rendimento atacante dos guerreiros, principalmente a jogar fora da Pedreira. Ao fim de 20 encontros já realizados na presente temporada, a equipa ficou em branco em meia dúzia deles, igualando, assim, o registo negativo de toda a época passada — com 61 encontros —, mas num espaço de tempo drasticamente menor.

Escalpelizando os resultados averbados em 2026/2027, salta à vista os números fora de portas, principalmente na Liga Conferência. Nos encontros diante de Dínamo Minsk, Áustria de Viena, Copenhaga e Aarhus, todos na qualidade de visitante, os minhotos ficaram a zero — três empates e uma derrota diante dos dinamarqueses, por 0-3 —, enquanto na Liga, nas deslocações a casa de Santa Clara (0-0) e Nacional (0-1), a equipa agora orientada por Franclim Carvalho — foi Carlos Vicens quem iniciou a época no comando técnico — também não conseguiu festejar golos.

Não sendo o principal argumento para esta metamorfose ofensiva, a saída de Rodrigo Zalazar para o Sporting pode ter deixado um vazio na manobra atacante da equipa minhota. O médio uruguaio de 27 anos tinha assumido o estatuto de goleador, fechando o ciclo em Braga com impressionantes 23 golos marcados, melhor marca da carreira, depois de ter apontado oito tentos nas duas anteriores épocas, também ao serviço dos guerreiros.

Sem a capacidade de rutura, a meia-distância e a definição de Zalazar, o peso da responsabilidade ofensiva foi inteiramente transferida para os ombros de Pau Víctor e Ricardo Horta, que, diga-se , na época transata também estiveram no topo da lista de melhores marcadores.

Atualmente, o avançado espanhol leva sete golos em 20 jogos e o capitão com seis tentos em 15 partidas, têm tentado assumir as despesas do ataque, mas a verdade é que a equipa perdeu imprevisibilidade e verticalidade, tornando-se um alvo muito mais fácil de travar para as defesas adversárias.

Amanhã, domingo, na deslocação a Vila do Conde, os minhotos têm mais um desafio para tentarem quebrar o ciclo de pólvora seca no ataque.

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