SC Braga: a porta está sempre aberta à felicidade (mesmo chegando mais tarde)
Em Braga, a felicidade de marcar presença no Mundial vê-se por muitos canudos. Gustaf Lagerbielke (Suécia) e Lukas Hornicek (Chéquia) foram os últimos guerreiros do Minho a garantir lugar na mais aguardada competição de seleções, ao derrubarem, na terça-feira, respetivamente, a Polónia e a Dinamarca no play-off.
Os compromissos internacionais fizeram com que os dois craques supramencionados se tivessem juntado aos trabalhos do clube minhoto apenas nesta quinta-feira. Não foram, contudo, os únicos reentrar mais tarde na sempre aberta (à felicidade) porta bracarense.
Além dos craques supramencionados, também Florian Grillitsch (Áustria), Ricardo Horta (Portugal), João Carvalho (sub-21 de Portugal), Diego Rodrigues (sub-21 de Portugal) e Sandro Vidigal (sub-19 de Portugal) regressaram mais tarde aos trabalhos do SC Braga para ajudar a preparar a deslocação de sábado (18h) ao terreno do Moreirense.
A parte boa é que todos - exceto Sandro Vidigal, que falhou o apuramento para o Europeu de sub-19 - aterraram supermotivados. Juntemos, então, os provérbios 'mais vale tarde do nunca' e 'depressa e bem não há quem' e encontramos o lema dos arsenalistas neste final de semana.
Gustaf Lagerbielke e Lukas Hornicek estarão, então, no Campeonato do Mundo - ou... os seus países, em bom rigor. O mesmo acontece com as nações de Ricardo Horta e Florian Grillitsch, dois craques que fizeram parte das últimas convocatórias das respetivas seleções antes do torneio. O luso vem alegre, depois de ter feito parte da convocatória das Quinas (mais de dois anos depois) e participado na vitória recente por 2-0 sobre os EUA. O austríaco, por seu turno, também atuou nos triunfos da sua bandeira contra Gana (5-1) e República da Coreia (1-0).
Quem também chega de uma jornada dupla vitoriosa são os sub-21 portugueses João Carvalho e Diego Rodrigues. O guarda-redes foi totalista e manteve sempre a baliza a zeros. O médio entrou no decorrer da segunda parte em ambas as partidas, que deixaram Portugal bem encaminhado para marcar presença no Europeu do escalão.
Quando convidados a dançar o vira, os guerreiros têm posto os pés em falso
Está aí à porta um dos vários dérbis minhotos que o emblema da cidade dos arcebispos está acostumado a ter - não fossem cinco (SC Braga, Vitória de Guimarães, Famalicão, Gil Vicente e Moreirense) dos 18 clubes da I Liga, precisamente, do distrito de Braga.
Além dos oito duelos regionais inevitáveis do campeonato, os arsenalistas ainda tiveram o azar de encontrar o Fafe na Taça de Portugal. Azar porque a equipa da Liga 3 (ainda a disputar com o Torreense um lugar na final) tombou o gigante, no próprio reduto por 2-1.
De facto, os comandados de Carlos Vicens pouco têm dançado nas deslocações no Minho. Além do desaire em Fafe, perderam em Barcelos (1-2) e empataram na cidade-berço (1-1). De positivo, só o triunfo em Famalicão (2-1). Os guerreiros vão ter mesmo de vencer em Moreira de Cónegos para não agravarem o registo no panorama regional.