Petit, treinador do Santa Clara (foto: Miguel Lemos/Kapta+
Petit, treinador do Santa Clara (foto: Miguel Lemos/Kapta+

Santa Clara: «Falta o clique de uma vitória»

Treinador afirma que a sua equipa tem qualidade e que falta uma vitória para se soltar

Neste sábado, em Alverca, Petit vai orientar o terceiro jogo no comando do Santa Clara, depois de duas derrotas averbadas anteriormente. Contudo, e apesar dos resultados, o treinador vê os seus jogadores melhores, principalmente no aspeto anímico e a assimilarem a nova ideia de jogo – assente em 4x3x3 – acreditando que a vitória está cada vez mais perto, para dar o clique que a equipa precisa «para se soltar».

«Sabemos que vamos defrontar uma equipa forte, a jogar na sua casa e que em sete jogos têm cinco vitórias no seu estádio. Nós estudamos e analisamos o Alverca, mas o foco passa muito para aquilo que nós podemos fazer e seremos iguais a nós próprios. Sabemos que não ganhámos nos últimos dois jogos, mas estivemos mais perto, porque quando jogas melhor, quando crias situações de golo... falo mais do jogo com o Estrela da Amadora, onde tivemos mais situações de golo, nem tanto contra o Benfica. Mas é sermos fiéis à nossa ideia, ao que estamos a transmitir aos jogadores e eles estão a assimilar e quando é assim, ficas mais perto de ganhar. Pelo trabalho nestes 15 dias que estamos aqui e pela aplicação deles, acho que estamos mais perto de ganhar e é com essa vontade e ambição que nós vamos defrontar amanhã o Alverca», referiu Petit, sobre o encontro da 23.ª jornada.

Em lugar de playoff, Petit rejeita que essa realidade acrescente importância à conquista dos três pontos, porque essa ambição tem de estar presente em todos os jogos e em todas as equipas. «Toda a gente trabalha para conquistar os três pontos em todos os jogos, quer tenha como objetivo ser campeão, ir às competições europeias, ou lutar para evitar a descida. O mais importante é acreditarmos no nosso trabalho, no que estamos a fazer. Sabemos da responsabilidade deste jogo contra o Alverca, porque é o próximo jogo. Valem três pontos, mas nós queremos muito conquistá-los, porque eles têm trabalhado bem e vêm de uma série de jogos menos conseguidos em termos de pontuação. É importante nós conseguirmos os três pontos para a equipa tentar dar esse clique», afirmou.

O treinador revelou ainda como sente os seus jogadores e como se respira no balneário do Santa Clara: «É normal que com a chegada de um treinador haja uma reação por parte deles, não só dentro do campo, mas cá fora. Aquilo que eu analisei, era uma equipa muito fechada, parecia que estava triste, e eu não gosto, gosto de jogadores alegres, porque a alegria contagia o nosso trabalho diário. Isto é a nossa profissão, é a nossa paixão, é aquilo que eles sempre sonharam, e têm de aproveitar por jogarem ao mais alto nível na Liga, em jogos competitivos, com muita assistência, e é importante que eles desfrutem da profissão. Nas 24 horas por dia, trabalhamos duas ou três, ficam 21 horas para estar com a família, para poder descansar. Aquilo que eles têm melhorado é a nível anímico, do que estão a desfrutar do treino, da proposta que nós lhes damos, a confiança que há também da equipa técnica para os jogadores. Eu gosto de conviver muito com os jogadores, gosto de conhecer a parte pessoal deles, estar muito ligado, e eles têm já crescido nesse nível, de ir para o treino já com um sorriso, porque é onde tu tiras o melhor partido deles. E depois é a vitória. Quando entrar essa vitóriazinha, esse clique, acho que a equipa vai se soltar e tem qualidade.»