Em exclusivo a A BOLA, Afonso Moreira abre o coração sobre a saída do Sporting para o Lyon

«Saída do Sporting? É a linha da vida, se aconteceu assim é porque tinha de ser»

Afonso Moreira saiu de Alvalade a troco de dois milhões de euros; possível regresso não é tema... por agora

— Falemos um pouco do Sporting: saiu por 2 milhões de euros no verão e há muita gente que diz que foi um valor baixo. Concorda com esta visão?

— É algo que nunca vamos saber. [risos] É a linha da vida: se aconteceu assim, era porque tinha de acontecer. Não penso muito nisso, está fora das minhas mãos. Mas fico feliz por os adeptos acharem que eu valia mais. É sempre bom ouvir essas coisas.

— Ficou de alguma forma frustrado por não ter alcançado um papel diferente na equipa principal do Sporting?

— Não diria frustrado, talvez tenha sido mais um sonho por cumprir. Na altura, estava decidido pelo Lyon, mas claro que foi muito difícil deixar o clube que me viu crescer. Eu era um miúdo que sentia bastante o clube. Fica esse sonho por escrever, mas agora é olhar em frente. Se Deus assim quis, por alguma razão será.

— Não sente que o seu rendimento nos juniores e na equipa B justificava outro tipo de aposta?

— É algo que não me cabe a mim decidir ou saber. Sempre fiz o meu trabalho com o intuito de procurar a minha afirmação na equipa principal. Não aconteceu, mas sou grato a todos os treinadores que me deram a oportunidade de vestir a camisola do Sporting. Não tenho nada a apontar.

— Trabalhou com Ruben Amorim e também com Rui Borges. Como foi aquela fase de transição?

— Sendo sincero, nessa altura eu estava muito pela equipa B. Não passei muito por essa fase de transição na equipa principal, portanto não serei a melhor pessoa para falar sobre o tema. Também tive um período de lesão ali pelo meio, não acompanhei bem a mudança.

— Voltar para escrever a história que ficou por contar está nos planos?

— Não penso muito nisso agora. Penso no meu futuro e nos próximos capítulos. Isso só o tempo dirá. Saberemos daqui a uns anos. Não é algo de que queira falar agora, até porque não é a altura de o fazer. Se calhar, um dia mais tarde, poderá acontecer.

— Também passou pelo Gil Vicente, embora sem o impacto que certamente desejava. Acredita, ainda assim, que foi um passo importante no seu percurso?

— Diria que sim. Encontrei em Barcelos uma realidade completamente diferente, que me ajudou a crescer, apesar de só ter passado lá um mês por causa da lesão. Fiz grandes amigos lá e as pessoas do clube são impecáveis. É um clube cinco estrelas e estou muito feliz por ver o que estão a conseguir atingir esta época.

— Olhando para a Liga portuguesa, vê o FC Porto com o título na mão ou o Sporting ainda pode chegar ao tricampeonato?

— Não acho que esteja fechado, de todo. O futebol é muito imprevisível e tudo pode acontecer. Ainda há muito por acontecer até ao final da época, tudo pode mudar. Está tudo em aberto, não tenho dúvidas.