Jardim respira melhor: Flamengo dá a volta ao Santos e regressa às vitórias
O Flamengo de Leonardo Jardim regressou às vitórias no Brasileirão ao bater o Santos por 3-1, num duelo de gigantes que aqueceu a tarde de domingo no Maracanã. A equipa orientada pelo português teve de se aplicar a fundo para inverter um cenário que começou por ser cinzento.
A partida iniciou-se com o Flamengo a tentar assumir as rédeas, mas sem efeito prático. O mengão dominou, mas não marcou e o nulo durou até ao intervalo. No segundo tempo, foi o Santos quem desferiu o primeiro golpe de teatro. Após uma recuperação de bola no miolo, Oliva lançou Lautaro Díaz; o avançado argentino, num lance de pura inspiração individual, fletiu para o centro e, de fora da área, disparou um remate indefensável para Rossi (48'). Um golaço que silenciou momentaneamente os milhares de adeptos rubro-negros.
Todavia, a reação não tardou. Leonardo Jardim ajustou as peças e o Flamengo passou a explorar melhor os corredores laterais. Já depois de um golo anulado a Ortiz (54'), por fora de jogo, foi precisamente num desses lances que Carrascal cruzou com conta, peso e medida para o matador de serviço: Pedro elevou-se e a meias com Zé Ivaldo restabeleceu a igualdade (64').
Na reta final, o figurino do jogo manteve-se: um Flamengo mais ofensivo contra um Santos que, órfão de Neymar, tentava sair em transições rápidas. O momento da reviravolta surgiu na sequência de uma incursão na área santista que culminou na marcação de uma grande penalidade por falta de Barreal sobre Arrascaeta - que igualou o recorde de estrangeiro com mais jogos no Flamengo (369). Chamado à responsabilidade, Jorginho não tremeu perante Gabriel Brazão e, com enorme classe, consumou a cambalhota.
Até ao término do encontro, tempo para mais um momento especial: Lucas Paquetá recebeu do ex-Sporting Gonzalo Plata e, na meia-lua, atirou colocado para mais um golo que fez levantar as bancadas do Maracanã. Dois jogos depois, o Fla voltou a vencer no campeonato, sobe ao quinto lugar e Leonardo Jardim respira melhor após a pressão sentida na última jornada.