Sabalenka pondera boicotar torneio do Dubai após críticas «ridículas» do diretor
Aryna Sabalenka admitiu a possibilidade de não voltar a competir no WTA 1000 do Dubai. A decisão surge na sequência de críticas do diretor do torneio, Salah Tahlak, ao facto de a tenista bielorrussa ter abdicado de participar na edição deste ano do torneio do emirado.
Em declarações antes do Open Miami, Sabalenka não poupou nas palavras. «Acho ridículo. Para mim, é muito triste ver que os diretores de torneios e os eventos não nos protegem enquanto jogadoras. Só se preocupam com as vendas, com o torneio deles», afirmou.
Recorde-se que, no mês passado, a tenista n.º 1 mundial alegou uma lesão ligeira na anca para justificar a ausência do Dubai. Na altura, Salah Tahlak considerou as ausências de Sabalenka e de Iga Swiatek uma «surpresa desagradável» para a organização, defendendo a aplicação de medidas mais rigorosas para retiradas de última hora, como a perda de pontos no ranking.
A reação de Sabalenka foi contundente: «O comentário dele foi ridículo. Não sei se algum dia vou querer ir lá depois do que ele disse. Para mim, foi demais».
O WTA do Dubai deste ano foi marcado por mais de dez desistências, incluindo as de Sabalenka e Swiatek, motivadas por lesões, doenças ou alterações de calendário. De acordo com as regras da WTA, as principais tenistas são obrigadas a participar nos quatro Grand Slams, em dez torneios WTA 1000 e em seis eventos WTA 500, sob pena de sanções que podem ir de multas à perda de pontos.
Sabalenka, que recentemente venceu em Indian Wells e prepara-se para defender o título no WTA 1000 de Miami, explicou que a sua estratégia para esta época passa por uma gestão mais criteriosa do calendário para lidar com a intensidade do circuito.
«Ao entrar nesta temporada, decidimos dar prioridade à minha saúde e garantir que existem pequenos intervalos no calendário para eu poder descansar, recarregar energias, treinar e estar mais bem preparada para os torneios maiores», esclareceu. A tenista acrescentou ainda: «Sinto que o calendário está a ficar cada vez mais louco e é por isso que se veem tantas jogadoras lesionadas, sempre com ligaduras e sem conseguir apresentar o seu melhor nível, porque é quase impossível».