Rui Borges: «Não há palavras para descrever a minha equipa»
O Sporting assegurou um lugar nos oitavos da Champions League, depois de vencer o Athletic Bilbao, por 3-2. Após a partida, Rui Borges não escondeu o orgulho e a satisfação.
«Não há palavras para descrever a minha equipa. São incríveis. Independentemente do que acontecesse hoje, eles são incríveis. São uma grande equipa. Conquistar este objetivo é extraordinário. Não há palavras para descrever o que eles fazem, o quanto eles trabalham e acreditaram, no jogo todo, dentro de todos os contratempos que fomos tendo. Soubemos reagir e acreditámos até ao fim. Por tudo o que fizemos nesta primeira fase, isto é muito merecido», começou por dizer, à Sport TV.
«Eles merecem. Para além de ganhar, mostraram a qualidade que existe no Sporting. Aquilo que é um verdadeiro grupo, que é excecional. A família que eles têm, a amizade, o compromisso, o respeito que têm uns pelos outros é enorme e só uma grande equipa é que consegue fazer estes feitos», acrescentou, destacando a atitude na segunda parte: «Olhei algumas vezes para o relógio, mas não era para vo final do jogo, era para ver quanto tempo faltava, porque acreditava que a equipa ia virar o jogo. A atitude competitiva mudou da primeira para a segunda parte. A malta que entrou foi muito importante. Dentro de alguns comportamentos que fomos ajustando, em termos ofensivos, fomos melhores e fizemos uma grande segunda parte. Volto a dizer, não há palavras para descrever a grandiosidade destes rapazes.»
«Faltava alguma energia na primeira parte. Estávamos lentos a tomar decisões e eles eram muito pressionantes. Fomos falhando muitos passes. Mas, ao intervalo, em termos defensivos, não tive de retificar nada, porque o Athletic criou-nos perigo em bolas perdidas. Tinhamos sim, em termos ofensivos, ser mais agressivos, jogar a um toque, para passarmos a pressão, instalarmo-nos no meio-campo ofensivo e tentar dar a volta ao resultado. A malta percebeu o que tinha de fazer, fomos fazendo e fomos melhores», afirmou.
Questionado sobre até onde pode o Sporting ir na prova milionária, foi prudente: «O sonho é disputar o próximo jogo. Ganhámos algum respirar no nosso calendário, o que era importante. Agora, é focarmo-nos no Nacional. Temos tempo para pensar na Champions. Independentemente de quem for o adversário, vamos competir e continuar a querer marcar o nosso caminho de forma positiva.»