Rui Borges: «De vez em quando, as toupeiras saem»
— Como se pede a um jogador que não está lesionado para fazer um esforço extra, estando a equipa espremida e sabendo ele que está em risco de se lesionar? E sente que o mercado de janeiro do Sporting satisfez as necessidades da equipa?
— Nós tínhamos o plantel equilibrado em todas as posições, acho que não é muito pelo mercado de janeiro. O Luís [Guilherme] lesionou-se sozinho num treino, teve uma lesão traumática, quer dizer… de vez em quando, as toupeiras saem. Há coisas que não controlamos. Fomos tendo lesões mais longas que não estávamos à espera. Os jogadores sabem que estão num clube exigente e sentem a responsabilidade, sabem o peso que têm na equipa e sabem que em alguns momentos correm esses riscos [de lesão], aqui e em todos os clubes. Vou dar um exemplo e enaltecer o Daniel Bragança. No Dragão, ele nem devia estar em jogo. Ele disse que queria estar com a equipa, que era um jogador importante, quis ajudar, entrou condicionado e entrou muito bem. Naquilo que era o sentimento dele para o jogo no Dragão, para mim, ganhou-me em cinco segundos. Ele sabe o risco que corre. Não o quero perder para o resto da época, se se lesiona não joga mais esta época, mas pôs a equipa acima de tudo o resto e isso ganhou-me. O melhor médico deles são eles próprios, eles é que conhecem o próprio corpo melhor do que ninguém. Eles próprios sabem de que forma podem ajudar a equipa.
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