Rui Alves (ao centro) criticou o atraso na definição do modelo que irá reger a distribuição dos direitos televisivos. -Foto: NACIONAL
Rui Alves (ao centro) criticou o atraso na definição do modelo que irá reger a distribuição dos direitos televisivos. -Foto: NACIONAL

Rui Alves e os direitos televisivos: «Estamos há cinco anos a ver a 'banda' passar»

Presidente do Nacional quer uma rápida resolução da distribuição dos direitos televisivos. Modelo defendido pela Liga beneficia os grandes

Rui Alves, presidente do Nacional, manifestou hoje preocupação pelo arrastar da decisão em relação à distribuição das receitas televisivas. «Estão a adiar o inadiável. Começou-se a tratar disto quando saiu o decreto-lei [N.º 22-B/2021, de 22 de março, que determina a obrigatoriedade da centralização a partir de 2028/29]. Estamos aqui há cinco anos a ver a 'banda' passar e, portanto, vai ser no limite que se vai discutir isto», disse, citado pela Lusa, o líder 'alvinegro', à margem da apresentação de uma parceria estratégica do clube com uma empresa tecnológica, num evento realizado no Estádio da Madeira, no Funchal.

Nesta sexta-feira no Porto, a Liga vai debater, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), a forma de comercialização centralizada dos direitos audiovisuais, a partir de 2028/29, e que o ponto principal da ordem de trabalhos é a apreciação, discussão e votação da proposta de procedimento para comercialização dos direitos audiovisuais da Liga e da Liga 2, para o mercado doméstico. Desta AGE sairá o regulamento para ser submetido à Autoridade da Concorrência.

Contrariando o que é defendido pelo organismo, o Nacional apresentou ontem uma proposta – entretanto retirada – em que a chave de distribuição apontava para que 50% do bolo das receitas sejam distribuídos de forma igual por todos os clubes, contra os 32,5% apresentados pela Liga. Rui Alves explicou, porque foi retirada a proposta: «A ordem de trabalhos não irá discutir a chave, isso será feito numa próxima AG. Após analisarmos, em conjunto com o nosso advogado, entendemos que a mesma deverá ser apresentada na AG que terá como ponto único na ordem de trabalhos a discussão da chave de repartição.»

«Tudo o que seja uma desigualdade superior a um para quatro será prejudicial a 80% por cento dos clubes. Se esses clubes entenderem que é mais importante defender os 'grandes' do que os sócios que os elegeram, eu não posso fazer nada», sublinhou o presidente do Nacional, que disse ainda que tudo fará para «defender o seu clube».