Nacional inflama discussão da centralização dos direitos televisivos
O Nacional enviou nesta quarta-feira ao presidente da MAG da Liga, uma proposta sobre o “Procedimento para Comercialização dos direitos audiovisuais da Liga Portugal I e Liga Portugal II para o mercado doméstico”, para ser discutida na Assembleia Geral Extraordinária da Liga, que se realiza na próxima sexta-feira, no Porto. Desta reunião dos clubes sairá o Regulamento para ser submetido à Autoridade da Concorrência.
O conteúdo apresentado pelo clube madeirense vai, certamente, incendiar a discussão, dado que contraria o que tem sido apontado pelo Liga, na distribuição do bolo: o Nacional propõe 50% distribuídos em quotas iguais por todos os clubes, contra os 32,5% propostos pela Liga.
Na proposta dos madeirenses, 25% será para o mérito desportivo, calculados com base na classificação, em que 70% referem-se à época atual e 30% à média ponderada das quatro temporadas anteriores. 15% são para as audiências, baseadas no número de jogos transmitidos e nas audiências auditadas, e 10% para a implantação social e formação, que engloba critérios como o número de sócios, bilhetes de época vendidos, jogadores formados localmente e jogadores cedidos às seleções nacionais.
A proposta do Nacional também generaliza a distribuição das receitas dos direitos internacionais, que será dividida em partes iguais por todos os clubes da Liga, sem qualquer diferenciação por mérito.
Os madeirenses justificam a proposta com o alinhamento standard europeu, que corresponde ao modelo das principais ligas europeias, como as de Espanha, Inglaterra, França e Itália. Apenas na Alemanha é privilegiado o mérito desportivo, com 70%, sendo a distribuição igualitária de 23%.
A ser aprovada e com a centralização a ser Lei, a proposta implica uma perda considerável para os três grandes, que ficariam reféns dos outros clubes de menor dimensão.