Ruben Amorim e Quique Flores cumprimentam-se, num jogo em Coimbra, em 2008 — Foto: A BOL
Ruben Amorim e Quique Flores cumprimentam-se, num jogo em Coimbra, em 2008 — Foto: A BOL

«Ruben Amorim tinha caráter bastante conciliador»

Quique Flores treinou-o no Benfica e está seguro de que ele não tardará a encontrar trabalho.

— No seu plantel do Benfica estava um tal Rúben Amorim, que se tornou famoso treinador.
— Recordo-o com muito carinho, pelo bom jogador que era e pela sua forma de ser: tinha um caráter bastante conciliador, era muito profissional, acredito que levou essas qualidades para a sua carreira como técnico.

— Percebeu que, no futuro, iria ser treinador?
— Não porque não era alguém que se desse muito a conhecer. Era amável, mas tímido. Não era fácil perceber o que pensava para o futuro, não era esse tipo de pessoas que dizem o que irão fazer no dia de amanhã, o mais provável é que já tivesse na cabeça essa ideia, mas nunca disse nada, jamais o imaginei como treinador. Até que aconteceu. Depois de saber que tinha escolhido esse caminho no futebol, sempre pensei que o seu caráter conciliador o iria ajudar muito a gerir o balneário. Afinal, isso não chegou para ter êxito no Manchester United, o que também não é de estranhar, é um clube difícil, demasiado exigente e a prova é que, depois de Alex Ferguson ter deixado o comando técnico, ninguém mais conseguiu nele fazer carreira. Mas estou seguro de que o Ruben Amorim não tardará muito tempo em encontrar outro trabalho.