Ruben Amorim, treinador do Milan
Ruben Amorim, treinador do Milan

Ruben Amorim: «Rafael Leão? A equipa é o mais importante»

Treinador do Milan assume que vai ter conversa com o avançado, assim como com outros jogadores, como Gonçalo Ramos. Assumiu estar feliz nos 'rossoneri' e deu conta de novidades... no visual

Na primeira conferência de imprensa em Perth, na Austrália, Ruben Amorim abordou o futuro de Rafael Leão, a importância de Luka Modric e a responsabilidade de treinar um clube como o Milan, revelando ainda que passará a adotar um novo... visual no banco.

O técnico português deixou uma mensagem clara sobre a situação de Rafael Leão, que já assumiu o desejo de mudar de ares e está prestes a juntar-se à equipa na Austrália. «Não é muito complicado. Para mim, a equipa é o mais importante. Vou conversar com Rafael Leão, Gonçalo Ramos, Saelemaekers e todos os jogadores que voltaram do Mundial 2026 para lhes explicar o que faremos. Já sabem o que significa jogar num clube como o Milan», afirmou, sublinhando que o coletivo prevalece sobre as individualidades.

«Sei que há muitos rumores sobre alguns dos nossos jogadores, mas são nossos até que algo mude. E, novamente, o objetivo é preparar a equipa para o primeiro jogo e é nisso que estamos focados. Todos vão treinar e lutar por um lugar. Não há nada de novo, nada de diferente. Trato os jogadores de forma diferente, porque são pessoas únicas, mas as regras aplicam-se a todos. É bem simples. Não complicamos as coisas», atirou.

A importância de Modric e a aposta na juventude

A continuidade de Luka Modric, que fará 41 anos em setembro, foi outro dos temas centrais. Ruben Amorim destacou a importância do croata, não só pela sua qualidade, mas também pela experiência que pode transmitir aos mais jovens. «Pelo que vi na época passada, ainda pode jogar ao mais alto nível. Precisamos de experiência. Para que um jovem possa ter sucesso, temos de o rodear de jogadores experientes», explicou.

O treinador português revelou que a intenção é que Modric participe nos jogos particulares na Austrália, embora a decisão final dependa da sua avaliação física. «Às vezes não importa a rapidez com que se corre, mas sim a rapidez com que se pensa. E ele é muito forte nisso. izemos um grande esforço para continuar a ter o Luka no nosso plantel. Penso que ele está muito feliz. E estamos a falar do Milan: acredito que qualquer pessoa no mundo queira jogar num clube como o nosso», elogiou.

Um sonho tornado realidade e um novo... visual

Ruben Amorim confessou sentir-se um sortudo por orientar o Milan, um clube que admira desde a infância. «Sinto que tive muita sorte na minha carreira. Tenho a mesma idade do Luka Modric, por isso ainda sou muito jovem. Mas, por vezes, não é a idade que conta, mas sim a experiência», refletiu.

O técnico português encara este desafio como um sonho, mas mantém os pés bem assentes na terra. «Ficaria feliz se este fosse o meu destino final. Sempre que acordo, sinto-me muito feliz e sei a sorte que tenho em treinar um clube como o Milan. É um sonho para mim. Mas também sei que serei julgado pelo próximo jogo. Por isso, estou totalmente focado nisso», rematou.

Uma das novidades visíveis foi a sua indumentária no banco de suplentes em Glasgow, onde trocou o fato de treino pelo fato. O treinador explicou a mudança como uma resposta à cultura local. «Senti um pouco a pressão da minha equipa técnica, que me disse que aqui é diferente e que é preciso apresentar-se de outra forma. Milão é a cidade da moda, por isso temos de representar a nossa cidade da melhor maneira», justificou. «Parte da história do nosso clube não é apenas a forma como se joga, mas também como te representas a ti e à tua cidade. Por isso, vou vestir-me assim no banco.»

Ruben Amorim tira uma fotografia com adepta do Celtic, no primeiro particular como treinador do Milan - Foto: Milan
Ruben Amorim tira uma fotografia com adepta do Celtic, no primeiro particular como treinador do Milan - Foto: Milan

Questionado sobre os motivos que levaram o Milan a contratá-lo, o técnico acredita que foi uma combinação de fatores, incluindo a sua filosofia de jogo e as suas experiências passadas.

«Penso que fui escolhido por um conjunto de coisas. Acharam que eu era a pessoa certa pela forma como quero que a equipa jogue. Identificaram que eles queriam jogar da mesma maneira. E penso que me escolheram não só pelos sucessos que alcancei, mas também porque a experiência num grande clube como o Manchester United os ajudou a perceber melhor quem eu sou. O mais importante agora é perceber em que tipo de clube estou e qual é a sua história», disse, revelando que a sua ligação ao clube vem desde a infância. «Para mim, desta vez foi mais fácil, porque sou adepto do Milan desde criança, por isso conheço a cultura do clube, a sua ideia e a sua história.»

No entanto, o técnico fez questão de olhar para o futuro, destacando o novo projeto do clube. «Tudo isso pertence ao passado, enquanto o nosso objetivo é construir um novo futuro. Temos de perceber que estamos num contexto diferente, queremos correr riscos ao apostar em alguns jovens e queremos reconstruir», explicou. «Pode dizer-se que é um risco também para o treinador, mas eu prefiro correr esse risco e estar entusiasmado com algo novo. E, mais uma vez, escolheram-me por uma razão, e uma delas é que gosto de assumir equipas que estão a passar por um momento difícil. Sei que é complicado, mas queremos reconstruir algo», completou.

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