«Ronaldinho saía na véspera de jogos e só se deitava ao amanhecer»
Um documentário sobre a vida e carreira de Ronaldinho estreia na Netflix a 16 de abril e um dos temas em foco é o período de sucesso, mas também conturbado, do brasileiro no PSG, onde teve uma relação difícil com o treinador Luis Fernández, sendo que ainda hoje parece guardar-lhe rancor.
«Laurente Perpère [então presidente do PSG] foi uma figura paternal para mim. Tenho muitas coisas boas a dizer sobre ele. O outro [Luis Fernández]? Não tenho nada a dizer», diz Ronaldinho com um sorriso, em declarações reproduzidas pela RMC Sport, recusando-se a nomear o técnico espanhol que, por seu lado, recorda alguns dos comportamentos do brasileiro.
Depois do Mundial em 2002, que Ronaldinho venceu com o Brasil, Fernández diz que a relação entre os dois «foi de mal a pior». «Pessoas que trabalhavam no mundo da noite diziam-me que ele saía para festejar na véspera dos jogos. E que regressava às 6h00 ou 7h00 da manhã, deitando-se ao amanhecer», recorda Fernández, que por isso mesmo colocou Ronaldinho várias vezes no banco de suplentes.
Ronaldinho chegou à capital francesa com 21 anos, após despontar no Grêmio, e Perpère recorda desta forma um jovem «muito infantil» que ainda «estava a descobrir o mundo»: «Era comovente. Lembro-me de uma vez em que ele nos perguntou se tinha dinheiro suficiente para comprar um frigorífico.»
Com 77 jogos e 25 golos marcados em dois anos no PSG, Ronaldinho assinou pelo Barcelona em 2003, onde viveu o período mais dourado da carreira, conquistando a Champions League e a Bola de Ouro em 2005.
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