Richard Ríos perdido entre os franceses - Foto: IMAGO

Ríos e Suárez apagados, fraca Colômbia e uma França que assusta

Muita qualidade de 'les bleus' num triunfo inquestionável sobre os 'cafeteros'

A França venceu a Colômbia, por 3-1, no Northwest Stadium, em Landover, nos Estados Unidos, num particular que voltou a mostrar a qualidade de uma das equipas mais fortes do planeta e talvez o maior favorito à conquista do Mundial-2026, a realizar no Canadá, Estados Unidos e México.

A melhor forma de mostrar o quão poderosos são les bleus é lembrar os jogadores que iniciaram a partida no banco: Mbappé, Dembélé, Olise, Ekitiké ou Tchouaméni. Eles foram testemunhas oculares de momentos de muito bom futebol dos teoricamente suplentes Akliouche, Doué, Marcus Thuram. É muito craque numa seleção só.

Depois de uma quase meia hora morna, a França começou a abrir brechas na zona central e descobrir espaços nas costas da defesa. Depois de muitas chegadas à área contrária, o 1-0 apareceu nos pés de Doué, que numa segunda bola viu o remate de pé direito à entrada da área sofrer um ligeiro desvio que traiu o guarda-redes Álvaro Montero.

A partir daí os vice-campeões do mundo tomaram totalmente conta do jogo. O meio-campo colombiano mostrava fraca tração dianteira e a defender também revelava ineficácia, sobressaindo a exibição apagada de Richard Ríos. E numa jogada muito rápida, construída a partir de trás teve como conclusão o cabeceamento de Marcus Thuram aos 41’, beneficiando de uma saída em falso do guardião dos cafeteros.

Ao intervalo, quer o benfiquista quer Luis Suárez (também sem merecer nota de destaque) ficaram nos balneários. A Colômbia fez umas ameaças, mas sem assustar Brice Samba (Maignan e Chevalier não saíram do banco). E novamente na sequência de uma transição rápida, Doué fez o bis a passe de Thuram (56’) num remate de pé direito, na passada, que Montero quase defendia.

À hora de jogo, Deschamps mexeu: e que luxo é poder colocar em campo Camavinga, Etikité, Olise, Mbappé e Kolo Muani. É certo que a França não marcou qualquer golo a partir daí e até sofreu o 1-3 (Campaz, aos 77’), mas continuou a destruir linhas adversárias e exibir uma diversidade de recursos quase impossíveis de travar: ora jogo curto, ora passes de rotura, rápidas variações de flanco e fundamentalmente um tratamento muito especial do couro.

O ritmo global foi abaixo do que se espera de um Mundial, mas estes 90 minutos foram importantes para reforçar a candidatura francesa ao título e também para Portugal tirar apontamentos sobre um dos seus adversários no Grupo K: aquela que é uma das seleções mais poderosas da América do Sul foi banalizada pela França, a mesma que já havia vergado, com superioridade, o Brasil.