Reviravolta de raça: 1.º de Agosto vence Interclube no dérbi de Luanda
O Estádio França Ndalu vibrou com um dos confrontos mais intensos da temporada.
Num jogo de duas faces, o 1.º de Agosto operou uma reviravolta emocionante para vencer o Interclube por (2-1), consolidando a sua perseguição ao líder da tabela classificativa, Petro de Luanda, deixando os "Polícias" numa situação de crise agudizada, na 14ª posição do Girabola.
A primeira parte foi marcada pela velocidade estonteante imposta pelo Interclube. A equipa de Roque Sapiri entrou personalizada e, aos 30 minutos, chegou à vantagem.
Numa jogada de insistência que furou a defensiva militar, Belo (Benvindo Afonso) inaugurou o marcador, premiando a melhor entrada dos visitantes.
Contudo, o cenário favorável ao Interclube começou a ruir ainda antes do intervalo. O 1.º de Agosto não reagiu bem ao golo, mas a expulsão de Danilo (por acumulação de amarelos) deixou a equipa do Ministério do Interior em inferioridade numérica, um momento que o técnico Roque Sapiri considerou determinante para o desfecho da partida.
No reatamento, ambos os técnicos mexeram no campo táctico. Filipe Nzanza lançou reforços do banco que mudaram o jogo, permitindo aos "Militares" assumir o controlo absoluto das operações.O empate surgiu após um trabalho individual brilhante de Mabilson. O extremo foi um autêntico "tormento" para a defesa contrária durante toda a segunda parte, cruzando com precisão para Obed Mayamba, que não perdoou e restabeleceu a igualdade.
A pressão militar intensificou-se e o golo da vitória surgiu aos 83 minutos. Num cruzamento tenso, o ponta de lança Rupson (Rupson de Castro) desferiu um cabeceamento indefensável, apontando o seu quinto golo no campeonato e garantindo os três pontos para o segundo classificado 1.º de Agosto.
Filipe Nzanza (1.º de Agosto): "Sabíamos que não seria fácil. O Interclube tem uma boa equipa, bem treinada, e o lugar onde se encontra não reflecte o futebol que pratica. Foi um jogo muito intenso, com muitas transições rápidas, defensivas e ofensivas. O mais importante foi ganhar o jogo e dignificar o futebol.
"Roque Sapiri (Interclube): "Fizemos o nosso jogo característico, mas ficámos condicionados. Não tenho a certeza se o lance era para segundo cartão amarelo, mas tivemos de recuar as linhas. O desgaste físico e o calor também pesaram. Assumo a responsabilidade pela derrota, mas houve situações difíceis de perceber. Estou a tentar não explodir".