Capitão é a terceira geração a representar o emblema do norte da Noruega

Capitão do Bodo dá continuidade ao legado da família Berg

Antigo médio ofensivo foi apelidado por Eusébio como «o melhor amador do Mundo». Avô, pai e tio de Patrick são idolatrados na cidade onde, esta quarta-feira, o Sporting joga a 1.ª mão dos oitavos de final da Champions

À entrada do Aspmyra Stadion foi colocada imponente estátua em homenagem a Harald 'Dutte' Berg. Considerado o melhor jogador do Bodo/Glimt e um dos melhores de sempre na Noruega, foi até sido apelidado de «o melhor amador do Mundo» por Eusébio, em 1967, após um Noruega-Portugal (1-2), em que Berg marcou para os nórdicos, enquanto Eusébio e Jaime Graça fizeram os tentos lusos. Representou a seleção nórdica por 43 vezes, marcou 12 golos e foi campeão pelo Bodo (1963 e 1964).

Estátua está colocada na entrada principal do Aspmyra Stadion - Foto: A BOLA

Harald jogou como profissional no FC Den Haag, nos Países Baixos, nos anos 70, durante o auge do domínio do Ajax, fazendo parte da era de Cruyff e Neeskens no futebol neerlandês. Chegou mesmo a ser o melhor marcador da Eredivisie no início da década e ficou ligado à final da Taça de 1975, em que o Bodo/Glimt venceu o Vard, por 2-0, cuja vitória foi muito além do que se passou no relvado, valeu ao norte da Noruega o reconhecimento do sul.

O irmão Runar também foi figura do clube que equipa de amarelo, tendo realizado 500 jogos, e a dinastia Berg teve continuidade no filho, Orjan, que foi figura de destaque do Rosenborg e, claro, jogou no Bodo, onde atualmente exerce funções de diretor desportivo. Bodo vê agora em, Patrick, neto de Dutte, nova geração dos Berg a dar cartas.

Patrick é a terceira geração de jogadores da família Berg a representar o Bodo/Glimt - Foto: IMAGO

Patrick é o atual capitão

Patrick, de 28 anos, a terceira geração de futebolistas da família Berg,  joga com o número 7 nas costas, é o capitão da equipa e tido como o 'motor' do meio-campo, um estratega no que diz respeito à transição ofensiva, que hoje mede forças com outro escandinavo, Morten Hjulmand, o capitão do Sporting.

Patrick Berg com a braçadeira de capitão - Foto: IMAGO

Formado no clube da cidade encostada ao Círculo Polar Ártico, estreou-se na equipa principal em 2014 e foi peça fundamental na conquista dos primeiros títulos da liga norueguesa (Eliteserien) pelo Bodo/Glimt. Seguiu-se uma breve passagem pelo futebol francês, na Ligue 1, ao serviço do Lens, em 2022, mas regressou ao seu clube de origem após menos de um ano.

Desde então, Berg consolidou-se como líder da equipa, foi-lhe entregue a braçadeira de capitão e, recentemente, renovou contrato até 2028. É ainda presença regular na seleção nórdica.

Diga-se que o avô, o antigo médio ofensivo Harald Berg, de 84 anos, ainda é vivo, e é a mulher Randi quem faz a manutenção das flores colocadas na estátua que recebe os adeptos no Aspmyra Stadion.