Responsáveis por insultos racistas a Hugo Souza identificados e expulsos de sócios
A Portuguesa anunciou, esta terça-feira, ter identificado os autores dos insultos racistas dirigidos ao guarda-redes do Corinthians, Hugo Souza, no final do jogo do passado domingo. O clube informou que os adeptos em causa foram expulsos do quadro de sócios e que as suas identidades serão entregues às autoridades competentes.
O incidente ocorreu no domingo à noite, à saída do relvado do Estádio do Canindé. Enquanto o ex-Chaves se dirigia para os balneários, dois adeptos da Portuguesa, que se encontravam na bancada, proferiram expressões como «favelado», «sem dente», «passa fome», «piolhento» e «vai cortar esse cabelo», conforme registado em vídeo pela rádio Jovem Pan. Recorde-se que Hugo Souza foi decisivo na qualificação da sua equipa, ao defender duas grandes penalidades no desempate que selou a passagem à fase seguinte, tendo já defendido um penálti durante o tempo regulamentar.
O Globoesporte destacou ainda que um terceiro adepto presente no local repreendeu os autores dos insultos, ordenando-lhes que descessem da vedação da bancada. No momento das ofensas encontravam-se quatro polícias militares nas proximidades, dois dos quais junto aos adeptos que proferiam os insultos.
Em comunicado oficial, a Portuguesa confirmou a identificação dos responsáveis e as medidas tomadas.
Nota oficial – Hugo Souza
— Portuguesa (@Lusa_Oficial) February 24, 2026
A Portuguesa SAF informa que identificou os autores das ofensas racistas sofridas pelo goleiro Hugo Souza, do Sport Club Corinthians Paulista, na partida do último domingo (22), no Estádio do Canindé.
Comunicamos, também, que eles foram excluídos do… pic.twitter.com/G31lL5LaLx
Já na segunda-feira, o Corinthians tinha repudiado veementemente os ataques a Hugo Souza, descrevendo-os como manifestações que «evocam termos e expressões historicamente associados ao racismo estrutural, prática inadmissível em qualquer contexto». O clube paulista exigiu formalmente à Federação Paulista de Futebol a «devida apuração dos factos, com identificação dos responsáveis e aplicação das sanções cabíveis, para que episódios como este não se repitam».