Gabriel Veron esteve  CD Nacional
Gabriel Veron esteve CD Nacional

FC Porto: Gabriel Veron é dossiê para acelerar no verão

Extremo, que custou 10,2 milhões de euros em 2022, entra no último ano de contrato e a venda dos direitos económicos poderá atenuar as perdas. Não se valorizou no Nacional, mas encontrou estabilidade da Madeira

Gabriel Veron é um dos dossiês que SAD do FC Porto vai trabalhar neste verão. O brasileiro entra no último ano de contrato, válido até junho de 2027, e o clube enfrenta aquilo que pode ser uma das derradeiras oportunidades para recuperar parte do investimento de 10,2 milhões de euros feito na sua contratação ao Palmeiras, em 2022, no consulado de Pinto da Costa.

Quando chegou ao Dragão, Veron foi apresentado como um projeto de sucessor de Luis Díaz. Herdou a camisola 7 que tinha sido do colombiano, número carregado de expectativas. No caso do brasileiro, esse 7 tinha também uma dimensão pessoal, dado ser o seu número de eleição, alimentado pela admiração que nutre por Cristiano Ronaldo e por Dudu. O enquadramento parecia perfeito: um talento precoce do futebol brasileiro, com currículo promissor, a assumir um dorsal de estrela num FC Porto habituado a valorizar e vender extremos.

A realidade foi bem diferente. As primeiras épocas ficaram marcadas por problemas físicos recorrentes, além de episódios extracampo, que travaram qualquer tentativa de afirmação continuada. Lesões musculares, nomeadamente na coxa e no adutor, retiraram-lhe ritmo, tornaram-no presença assídua no boletim clínico e condicionaram a confiança do próprio jogador e da equipa técnica. Sempre que parecia poder ganhar sequência, surgia mais um contratempo físico. A consequência foi a perda de espaço nas opções.

A partir daí, instalou‑se o ciclo dos empréstimos. Cruzeiro, depois Santos, Juventude e, mais recentemente, Nacional: um roteiro que mostra bem a dificuldade em encontrar um contexto onde Veron se afirmasse de forma consistente. Os períodos no Brasil não resultaram em explosão nem em transferência definitiva; o empréstimo ao Nacional surgiu como tentativa de exposição no mercado europeu e de reaproximação a uma montra mais alinhada com os interesses da SAD.

Com o contrato a caminhar para o fim, o dossiê entra numa fase importante, que convém não empurrar para a janela de inverno. A história de Veron no FC Porto, que começou com o peso simbólico da camisola 7 e a promessa de sucessão a Luis Díaz, corre agora contra o relógio.

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