Geny Catamo marcou aos 38' e aos 43' - Foto: MIGUEL NUNES
Geny Catamo marcou aos 38' e aos 43' - Foto: MIGUEL NUNES

Remédio para leão dormente? Geny Catamo de pé quente! (as notas do Sporting)

Rui Borges tinha dado graças a Deus pelo regresso do moçambicano após brilhar na CAN e este retribuiu com a graça de um bis. E podia oferecer o prémio de melhor em campo a Bragança que voltou e marcou. Emocionante!
O melhor em campo: Geny Catamo (8)
De volta depois de falhar cinco jogos, pois esteve a brilhar na CAN por Moçambique, pisou a relva de Alvalade para brilhar pelo Sporting com a genica dois melhores jogos. Num leão dormente com tantas ausências, o remédio para a vitória foi um Geny de pé quente! Começou por descobrir Fresneda em posição de finalização e endossou-lhe a bola redondinha para a cabeça, mas o espanhol apanhou-a mal e desperdiçou a oportunidade. Dinâmico pela direita, a emprestar a profundidade ao jogo do Sporting, recebeu a bola aos 38', avançou e quando viu uma nesga de baliza atirou forte, a bola ainda bateu em David Sousa mas entrou direitinha para o 1-0. Só precisou de mais cinco minutos para bisar e agradecer o passe a Gonçalo Inácio. Rui Borges deu graças a Deus na conferência de imprensa antes do jogo por ter o 10 de volta e este deu-lhe a graça da vitória.

Rui Silva (6) — Nenhum a defesa em 59 minutos, até que aos 60 mandou para canto a bola perigosíssima de Tiago Morais. De resto, limitou-se a passar para os companheiros e a entrar em ação nos cantos, que ainda foram seis, sem que daí resultasse trabalho maior para o guarda-redes.

Vagiannidis (5) — Titular a lateral-direito, porque Fresneda teve de ser desviado. Pouco que fazer a defender e menos a atacar, pouco afoito a subir que a tarefa estava bem assumida por Geny. Mas foi ganhando dinâmica.

Gonçalo Inácio (7) — Pode um jogador andar quase uma parte inteira sem nota digna de registo num jogo, neste caso um defesa, não por culpa própria mas porque o adversário nem lhe faz cócegas. Mas pode num lance apenas reclamar para si papel principal na partida. Foi isso que o central fez aos 43', quando num passe quase de área a área desmarcou Geny numa assistência magistral que colocou o moçambicano na cara do 2-0.

Matheus Reis (6) — Gonçalo Inácio era o única central do plantel capaz de jogar 90' e por isso o brasileiro ocupou o lugar mais à esquerda da dupla, com o português a descair. Batalhou, subiu, trancou caminhos atrás.

Fresneda (6) — Trocou a direita pela esquerda, porque Matheus Reis teve de ser central, porque Maxi estava castigado e porque Mangas, regressado de lesão, estava limitado no tempo de jogo. Aos 10' meteu-se à frente de Livolant e desviou o perigo pela linha de fundo — repetiu o corte para canto aos 31', dessa vez a remate de Nhaga. Teve na cabeça, aos 27', a primeira oportunidade de golo do jogo mas falhou o cabeceamento. Atrevido todo o jogo.

Morita (5) — Assumiu a tarefa de Hjulmand, porque o dinamarquês cumpriu jogo de suspensão. Menos intenso e abrangente, cumpriu apenas.

João Simões (7) — De área a área faz o seu raio de ação, para aparecer muitas vezes em zonas de finalização e com ritmo de velocista e fôlego de fundista, para trás e para a frente. Aos 17' teve espaço pelo corredor central, avançou e rematou ainda antes de entrar na área, a bola saiu por cima. A dinâmica no miolo foi a sua.

Trincão (6) — Andou desaparecido do jogo até aos 34', altura em que arriscou remate: apareceu então mas sem destaque, porque a bola saiu sem perigo. Participou na jogada do 1-0 . Ficou com a sobra de Patrick Sequeira aos 47' mas, surpreendido, atirou ao lado.

Luís Guilherme (6) — Podia ter tido estreia em glória por marcar golo no primeiro remate enquanto leão (reforço de inverno só tinha ainda jogado a compensação de um jogo). Porém aos 34' chegou um nada atrasado e não conseguiu desviar para a baliza o cruzamento rasteiro de Luis Suárez. Entrou com vontade na segunda parte, com duas incursões pela esquerda, numa delas a oferecer boa bola a Trincão.

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Luis Suárez (7) — Primeira nota no jogo aos 14', atirou por cima em livre fontal à baliza de Patrick Sequeira. Quatro minutos depois a bola sobrou-lhe mesmo à entrada da área a pedir o remate fortíssimo... mas muito por cima, como no livre aos 21'. Sempre forte, com o físico como arma, aos 34' ganhou na luta com José Fonte na direita e cruzou com selo de golo para Luís Guilherme... entregar a bola na morada errada. Assistiu Bragança no 3-0.

Daniel Bragança (7) — De volta à equipa A 335 dias de pois da lesão, justiça divina no regresso com golo aos 78' e dois ensaios antes disso. Emocionante! De forma simbólica, Geny Catamo até lhe podia oferecer o prémio de melhor em campo...

Ricardo Mangas (5) — Tranquilo, mostrou-se com um bom corte na defesa.

Debast (5) — Também de volta após quase três meses, quase marcou num remate forte aos 87'.

Alisson (5) — Remate forte mas nas malhas laterais aos 88'.

Kochorashvili (5) — Pouco tempo, esteve no lance da expulsão de Clau Mendes.