O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, e o presidente da FPF, Pedro Proença — Foto: FPF
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, e o presidente da FPF, Pedro Proença — Foto: FPF

Plano Estratégico: orientação para o futuro

Futebol para todos é o espaço de opinião quinzenal de Vasco Pinho, diretor da Federação Portuguesa de Futebol

Uma semana depois da apresentação do Plano Estratégico 2024-36, as primeiras reações não podiam ser mais positivas. Ao longo dos últimos dias, clubes, movimento associativo e outros stakeholders têm analisado o documento, com elogios à Federação Portuguesa de Futebol pela elaboração de uma obra que irá marcar uma nova era no futebol português. Estamos perante um plano denso, detalhado e agregador, cujo ponto de partida foi o Plano Programático desta Direção, e que hoje apresenta um guia orientador com os contributos de todos os sócios ordinários da FPF, que, após um período de consulta pública, enriqueceram a discussão com várias propostas.

A iniciativa marca a diferença do Futebol para outras atividades. A comunidade juntou-se em torno deste documento e foi adicionando valor até a uma versão final diferenciadora e, em certa parte, revolucionária. Uma demonstração de responsabilidade por parte de uma atividade consciente do papel que representa para o País e na notoriedade de Portugal pelo mundo, mas consciente que, sem planeamento, estratégia e rumo, poderá estar mais dependente da bola que entra, ou da bola que sai.

Um guia orientador para o futuro a médio e a longo prazo do futebol português, numa década decisiva para a indústria, pelo posicionamento do Futebol enquanto atividade económica a competir num espaço repleto doutras opções culturais, e com as próximas gerações com hábitos de consumo que obrigam a indústria a pensar doutra forma.

Até ao final do mês, depois da apresentação do plano macro, ficaremos a conhecer, ao detalhe, planos específicos que servirão de resposta ao futebol de formação masculino, futsal, futebol de praia, futebol feminino, futebol regional, futebol regional, treinadores, scouting e arbitragem, com a apresentação do Plano Nacional de Arbitragem, documento que apontará a forma de triplicarmos o número de árbitros até 2036, medida absolutamente urgente para responder às necessidades existentes.

As forças de mudança do futuro estão bem identificadas, exigem atenção e resposta. Transformação digital dos adeptos, centralização dos direitos audiovisuais, expansão do futebol feminino, responsabilidade e integridade da indústria e Mundial-2030 marcarão os próximos dez anos no Futebol.

Um plano estruturado e responsável, com metas ambiciosas, como atingir os 400 mil praticantes federados, chegar à liderança do ranking FIFA ou conquistar um Mundial ou um Europeu. O Plano Estratégico não marcará golos, mas deixar-nos-á mais perto da baliza. Depois é preciso rematar com eficácia.